Uma pintura roubada durante a Segunda Guerra Mundial foi descoberta pelo detetive de arte Arthur Brand na casa de descendentes de um colaborador holandês do regime nazista. Produzida pelo holandês Toon Kelder, “Portrait of a Young Girl” —Retrato de uma Jovem—, pertenceu à coleção de Jacques Goudstikker, um dos mais importantes negociantes de arte da Europa antes da ocupação da Holanda pelos nazistas.
Morto em 1940, ao tentar fugir para a Inglaterra, o comerciante deixou para trás mais de mil obras, que foram saqueadas ou vendidas durante o governo nazista. Brand disse à BBC que o quadro ficou décadas na casa da família de Hendrik Seyffardt, general holandês que comandou uma unidade da Waffen-SS, isto é, o braço armado da SS, grupo paramilitar do governo nazista.
O caso chegou ao detetive por um homem que disse ser descendente de Seyffardt. O homem teria ficado horrorizado ao descobrir a origem da obra mantida pelos familiares, que mudaram de sobrenome após a guerra e mantiveram a história da aquisição em segredo. Ao questionar a avó, o homem descobriu a verdade sobre a pintura. “Sinto vergonha. A pintura deve ser devolvida aos herdeiros de Goudstikker”, afirmou ao jornal De Telegraaf.
Ao receber a denúncia do descendente do general, Brand iniciou a uma investigação, e encontrou o número 92 e uma etiqueta na parte traseira da pintura. Ele então investigou registros de um leilão que ocorreu em 1940, quando parte da coleção de Goudstikker foi saqueada após a sua fuga da Holanda.
Nos arquivos, o detetive descobriu que o número 92 identificava justamente a obra “Portrait of a Young Girl”. Segundo ele, antes de Seyffardt adquirir o quadro, ele teria sido saqueado por Hermann Göring, primeiro comandante da Luftwaffe, braço aéreo das forças armadas alemãs.
“Por décadas, a família que evidentemente não tem culpa pessoal pelos crimes de Seyffardt, teve a oportunidade de fazer a coisa certa e devolver essa pintura. Escolheram não fazê-lo”, afirmou Brand.
Não é a primeira vez que uma peça que pertenceu a Goudstikker se torna alvo de investigações. Em 2025, outro quadro do comerciante apareceu no site de uma imobiliária na Argentina, numa casa que pertenceu a um alto funcionário nazista, que fugiu para a América do Sul após o fim da Segunda Guerra Mundial.

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