Empresa conseguiu ter renovados todos os contratos de distribuidoras adquiridas ao longo dos anos e pode até disputar mercados a Enel
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Primeira distribuidora de energia elétrica do país a obter, de forma antecipada, a prorrogação do contrato de concessão junto ao Ministério de Minas e Energia (MME), o que significa um negócio garantido até 2060, a Neoenergia Pernambuco deverá ser a segunda concessionária do grupo espanhol Iberdrola no Brasil a receber mais investimentos, podendo contar com quase R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos.
É um pacote de recursos importante anunciado nesta sexta-feira pelo presidente do grupo, Eduardo Capelastegui, quando o governo anunciou um pacote de renovações antecipada da concessão de 14 distribuidoras de energia em troca de novos investimentos.
Prioridade Coelba
Nessa lista, a Neoenergia figura em quatro empresas, com destaque para Coelba, para onde o grupo reserva quase a metade do valor anunciado (R$ 24,8 bilhões) nos próximos cinco anos. Além de Pernambuco(123% a mais no período 2021/2025) e agora da Bahia (72% a mais no mesmo período), a empresa espanhola e seus sócios programam investimentos na Neoenergia Elektro (SP), com R$ 8,2 bilhões, Neoenergia Cosern (RN), com R$ 4,1 bilhões, e Neoenergia Brasília (R$ 3,1 bilhões).
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As operações da Neoenergia no Brasil só perdem para os negócios do grupo na Espanha e um horizonte de mais de 35 anos ajuda muito em termos de futuro do grupo no Brasil. Na próxima semana, a Neoenergia Pernambuco vai detalhar os investimentos, essencialmente em melhoria da rede de distribuição e modernização de subestações e sistemas.

Neoenergia Pernambuco foi a primeira concessionária a ter seu contrato renovado no ano passado. – Divulgação MME
Agronegócio
E enquanto na Bahia o dinheiro vai para a expansão da rede no Oeste baiano com investimentos da ordem de R$10 bilhões para atender a crescente demanda do agronegócio. Em Pernambuco, os projetos focam na construção de 200 quilômetros de rede no Recife para melhorar a confiabilidade do fornecimento.
Vai precisar mesmo. A empresa acredita que passou pelo teste do dia 1º de maio, quando, apesar das fortes chuvas, a rede praticamente não foi afetada.
Teste das chuvas
Como se viu, choveu mais de 120 milímetros em 27 cidades em regime de alerta. E, em menos de 24 horas, todos os sistemas estiveram relegados, até porque, em boa parte, a própria empresa desligou de forma preventiva e não alegou que choveu muito ou pouco como causa para quedas mais prolongadas no fornecimento de energia.
Foi também um teste para uma nova realidade com a qual o país vai ter que conviver a partir de agora, como destacou o presidente da empresa, Eduardo Capelastegui, quando anunciou os investimentos.

Eduardo Capelastegui, CEO da Neoenergia. – Divulgação Neoenergia
Equipes próprias
A empresa credita a capacidade de resposta a uma mudança de estratégia que adotou nos últimos anos, que não é a que seus concorrentes adotaram: ter equipes próprias de manutenção, o que lhes obriga inclusive a ter que formar pessoal para cuidar da rede.
Em sete anos, salientou que a empresa contratou 7 mil eletricistas, dos quais 1 mil são mulheres formadas pela própria Neoenergia. Ainda serão contratados 665 profissionais entre 2026 e 2027. Em Pernambuco, desde sua implantação, a Escola de Eletricistas já formou 1.990 profissionais, entre eles 326 mulheres.
Mulheres nas ruas
O programa também se destaca pelos resultados em empregabilidade: 1.660 formados foram contratados pela Neoenergia, incluindo 253 mulheres, número que reforça o avanço da representatividade feminina no setor.
Realizado em parceria com o Senai, o curso de 540 horas de capacitação, sendo 164 horas online e o restante presencial, com atividades práticas conduzidas por especialistas, virou referência para as empresas do setor pelo que entrega ao mercado.
Negócio garantido
Claro que isso só é possível porque a Neoenergia agora tem horizonte de mercado. Poucos negócios têm um contrato de tempo tão longo, o que permite programar investimentos, formar equipes e focar numa nova realidade contratual que simplesmente não existia quando a Celpe foi privatizada, no governo Jarbas Vasconcelos. O que só aumenta a sua responsabilidade de entrega na ponta. E nem sempre têm qualidade total.

Bets responsáveis por desvios de rendas no Brasil de R$ 37 bilhões em 2025. – Divulgação
Visão das bets
Sob ataque direto do governo quanto ao deslocamento de recursos para jogos em plataformas online, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), instituição criada para colocar a visão do setor, alerta que a eficácia das medidas de proteção financeira no Desenrola 2.0 depende, fundamentalmente, de um combate rigoroso ao mercado ilegal de apostas.
E que as apostas feitas em plataformas licenciadas movimentaram o equivalente a apenas 0,46% do consumo das famílias no país, segundo dados do estudo da LCA Consultoria. Pode ser. Mas isso significou uma receita bruta, o GGR (gross gaming revenue), de R$ 37 bilhões, segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda.

Supremo Tribunal Federal limita a aplicação de juros e correção monetária pelos municípios à taxa Selic. – Divulgação
Condenações
Um levantamento jurimétrico elaborado pela Turivius, usando o GPTuri, seu assistente de inteligência artificial, analisando 124 decisões judiciais proferidas entre 2021 e 2025, indica uma mudança relevante no entendimento do Judiciário ao analisar o crescimento das fraudes digitais no Brasil e seu impacto no risco jurídico de bancos e fintechs.
A taxa de condenação de instituições financeiras subiu de 40% em 2021–2022 para 60% em 2024–2025. Os casos relacionados ao PIX já concentram 35% das fraudes analisadas, seguidos por empréstimos não contratados (24%) e fraudes com cartão de crédito(23%).
Multa por Selic
Uma decisão do Supremo Tribunal Federal limita a aplicação de juros e correção monetária pelos municípios à taxa Selic, índice utilizado pela União. O entendimento, publicado em março, impede que prefeituras adotem modelos de atualização que resultem em encargos superiores aos aplicados pelo governo federal. Considerando correção pelo IPCA somada a juros de mora de 1% ao mês, inconstitucional por ultrapassar o limite representado pela Selic.

A B3 S.A. (B3SA3) alcançou uma receita de R$ 3,2 bilhões, no trimestre de 2026. – Divulgação
Negócio da bolsa
A B3 S.A. (B3SA3) alcançou uma receita de R$ 3,2 bilhões, no trimestre de 2026, um recorde trimestral histórico, com alta de 20,5% em relação a 2025 e 8,5% em relação ao quarto trimestre de 2025. O lucro líquido recorrente totalizou R$ 1,5 bilhão, crescimento de 33,1% em relação a 2025, e 2,6% em comparação com o quarto trimestre do ano anterior.
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