CBTU explicou ter optado pela aquisição emergencial de seis composições mineiras para evitar o colapso total da Linha Sul, previsto para abril de 2027
Roberta Soares
Publicado em 06/05/2026 às 15:38
| Atualizado em 06/05/2026 às 15:40
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– Divulgação/CBTU
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Para evitar a paralisação do Metrô do Recife, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) no Recife analisou diversas alternativas de frotas usadas em outros Estados, mas descartou as opções de São Paulo e Porto Alegre devido ao estado precário das máquinas e aos altos custos de recuperação. Agora, a aquisição dos cinco trens restantes dos 11 que serão adquiridos pelo governo federal, deverão ser comprados também do Metrô de Belo Horizonte, como os seis já negociados.
Inicialmente, cinco trens seriam comprados da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb), de Porto Alegre, mas a frota foi considerada inviável após visitas técnicas da CBTU. Dos cinco trens oferecidos, apenas um estava revisado e pronto para operação imediata, enquanto os outros quatro estavam parados, canibalizados e com componentes de segurança, como rodas e compressores, no limite da vida útil.
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A estimativa para reformar essas quatro unidades seria de R$ 32,5 milhões, com um prazo de entrega de até 38 meses, o que não atenderia à urgência de Recife em evitar o colapso do sistema. Além de outros custos: adequação da oficina (R$ 7,5 milhões) e a logística de transporte (R$ 25 milhões).




Essas e outras explicações foram apresentadas pelo comando nacional da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), superintendência da Companhia no Recife e por técnicos da instituição em conversa com jornalistas na segunda-feira (4/5), na sede do Metrô do Recife, em Areias, na Zona Oeste da capital.
TRENS DA CPTM DE SÃO PAULO TAMBÉM SEM CONDIÇÕES DE OPERAR




– Reprodução
Da mesma forma, a proposta de utilizar trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), de São Paulo, compostos por um lote de 11 unidades, foi rejeitada porque as composições estariam paradas há cinco anos sem manutenção, apresentando degradação profunda em sistemas críticos de tração e eletrônica. Além disso, a CPTM não teve interesse em realizar as revisões necessárias para entregá-los em condição de uso, colocando as unidades à venda apenas como sucata.
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O descarte dos modelos de São Paulo e Rio Grande do Sul baseou-se na urgência cronológica, já que a perspectiva é de que, devido à degradação da frota, a Linha Sul opere com apenas quatro trens em abril de 2027 se nada for feito. E a operação com quatro trens inviabilizaria o funcionamento do ramal, que transporta atualmente 60 mil passageiros por dia.
Segundo os técnicos da CBTU, trazer trens que exigiriam reformas de quase três anos e investimentos pesados em infraestrutura de oficina — orçados em mais R$ 7,5 milhões apenas para adequar os galpões locais — foi visto como uma manobra sem custo-benefício. Diante disso, a gestão técnica focou em ativos que estivessem em plena operação, garantindo confiabilidade imediata para a população.
Dentre o planejamento inicial de obter 11 trens de reforço, seis composições já foram adquiridas e virão do Metrô de Belo Horizonte. Diferente das opções descartadas, os trens mineiros (modelo TE 10) estão circulando normalmente e só foram disponibilizados porque o contrato de concessão em Minas Gerais exige a renovação total da frota por modelos novos. Os técnicos da CBTU garantem que essas máquinas possuem tecnologia compatível com a de Recife, o que facilita o treinamento das equipes e o aproveitamento de peças sobressalentes.
CHEGADA DOS TRENS MINEIROS E INVESTIMENTOS
O investimento total para essas seis unidades de Belo Horizonte é de R$ 60 milhões, o que equivale a R$ 10 milhões por trem. Este montante não se limita à compra do material rodante (R$ 7,6 milhões por unidade), mas cobre também a logística de transporte, o comissionamento em Recife, peças de reposição e um programa de manutenção e operação assistida por técnicos mineiros durante seis meses. O cronograma está atualizado, com o primeiro trem previsto para chegar entre os dias 15 e 19 de maio e entrar em operação comercial em junho.
A CBTU reforça que esta é uma solução de sobrevivência para os próximos cinco anos, tempo estimado para que novos trens sejam comprados após a conclusão do processo de concessão do metrô. Com a entrada dessas composições em Pernambuco, a companhia planeja remanejar a frota antiga da Linha Sul para reforçar a Linha Centro, permitindo que os trens mais novos (frota CAF) passem por revisões gerais obrigatórias que estão atualmente atrasadas. O objetivo final é restabelecer a regularidade dos intervalos e garantir que o sistema não pare por falta de máquinas operacionais.



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