Vida boêmia da av. São Luís é renovada com chegada de restaurantes e teatros

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Vida boêmia da av. São Luís é renovada com chegada de restaurantes e teatros



São Paulo


Um passeio pelas largas e arborizadas calçadas da avenida São Luís, na região central de São Paulo, permite um registro eclético: há jovens migrando de lojas para bares, casais em restaurantes, famílias de sorvete em punho e um público prestes a entrar em exposições ou peças de teatro.

A atual boa oferta gastronômica e cultural da região tem como reforço a paisagem que destaca representantes da arquitetura das décadas de 1950 e 1960. A poucos passos de caminhada, é possível visitar a galeria Metrópole, projetada por Salvador Candia e Gian Carlo Gasperini, o edifício Louvre, assinado por João Artacho Jurad, e o Copan, de Oscar Niemeyer, ligado à avenida por uma ruela entre outros prédios.

Nesse cenário e ao lado de outros endereços clássicos, como o Terraço Itália e a biblioteca Mário de Andrade, novas casas começaram a pipocar. Na São Luís, a novidade é o restaurante Le Freak; no Copan, foi aberto o Brisa do Barú, e na galeria Metrópole, há unidades da sorveteria Cangote e da padaria Na Fila do Pão.

“O centro está muito mais agitado. Isso se reflete para a circulação dentro da galeria”, afirma Márcio S., sócio do Collectivinyl, coletivo de três lojas de discos de vinil aberto em 2025 na Metrópole.

Espaços antes fechados na região também foram reabertos. É o caso do Teatro BDO-Jaraguá, reinaugurado no início de 2025, e do Cine Copan, que recebe uma peça antes de passar por reforma e abrir as portas novamente.

A localização é favorável. Entre a Ipiranga e a Consolação, a São Luís é cercada de linhas de ônibus e metrô. Em um raio maior, quem anda por ali acessa o Teatro Cultura Artística, o restaurante A Casa do Porco, o Bar Brahma, o Sesc 24 de Maio, o shopping Light e o Theatro Municipal.

A região atrai pessoas por oferecer um passeio completo, com bares, restaurantes, teatro, exposições e cinema, diz Bel Coelho, chef do Cuia, restaurante no térreo do edifício Copan.

Quando topou o convite para abrir a casa, em 2020, a cozinheira diz ter sentido certa apreensão. Além do isolamento social durante a pandemia, enfrentou o receio —próprio e de clientes— de frequentar o centro.

O movimento no restaurante levou um tempo para engatar. “Ouvi muito dos meus antigos clientes que não iriam ao Cuia porque ele fica no centro”, afirma.



Fachada da padaria Fila do Pão, localizada na galeria Metrópole


Rafaela Araújo/Folhapress

Com o fim da pandemia, os fregueses chegaram e novos estabelecimentos foram abertos. “Acredito muito que quando as pessoas estão na rua, frequentando espaços públicos, tudo fica mais seguro”, diz a chef.

Pioneira na região, Janaina Torres, à frente do Bar da Dona Onça, gosta de falar sobre sua longa relação com o Copan. Ela abriu o negócio em 2008, mas a conexão com o centro é mais antiga —cresceu por ali porque era onde a mãe morava e trabalhava.

De início, Janaína recebia no Dona Onça artistas e intelectuais que ainda moravam na região. Hoje, tem público variado durante toda a semana. “O Dona Onça nunca teve a pretensão de revitalizar nada. Eu nasci aqui e já sabia que essa região sempre teve muita vida”, afirma.

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Há também quem enxergue a transformação do local com maus olhos. Antoine Abd trabalha como advogado na região desde 2010. Em 2017, tornou-se morador do Copan. Para ele, o eixo vem ganhando toques de gourmetização com o movimento e encareceu desde que passou a ser frequentada por pessoas dispostas a gastar mais dinheiro.

“Está ficando uma coisa sofisticada e cara. Quem tem condições de acompanhar?”, afirma. “Antes era gostoso: você descia [do prédio], comia algo e não precisava prestar atenção ao preço.” Além disso, o movimento de pessoas nos negócios da região gera barulho para moradores, na visão do advogado.

Visitar essa parte da região central tem ainda outro lado: mesmo mais movimentada, requer atenção à segurança. Por isso, faça planos com antecedência, não ande com o celular na mão e aproveite para descobrir novos lugares no caminho.

Veja, nos links a seguir, atrações que merecem a visita no eixo da avenida São Luís, como o Copan, a galeria Metrópole e o edifício Itália, com dicas de casas para beber, comer e passear.





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