JC Educação: Diagnósticos de TEA crescem e expõem déficit de profissionais e suporte nas escolas

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JC Educação: Diagnósticos de TEA crescem e expõem déficit de profissionais e suporte nas escolas


JC Educação é a seção do JC que traz novidades, tendências e iniciativas que transformam o ensino, na versão Premium e na coluna Enem e Educação



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O JC Educação, um espaço dedicado a acompanhar e divulgar iniciativas que transformam o ensino, além de novidades e tendências no universo educacional.

A seção é um desdobramento da coluna Enem e Educação, assinada por Mirella Araújo, sendo publicada tanto no Portal JCPE quanto na versão diária do Jornal do Commercio.

Aqui, leitores, educadores e estudantes poderão se atualizar sobre inovações pedagógicas, boas práticas, debates e os principais desafios da Educação no Brasil e no mundo.

 

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Alta nos diagnósticos de TEA expõem gargalos

Com 2,4 milhões de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil, segundo o Censo 2022, cresce em ritmo acelerado a demanda por profissionais especializados para atender crianças e adolescentes neurodivergentes.

O avanço dos laudos tem exposto um gargalo central: a falta de formação técnica adequada para lidar com intervenções baseadas em evidências. “A formação deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência. Não há mais espaço para atuação sem preparo técnico, principalmente quando falamos de integração entre clínica e escola”, afirmou a especialista em desenvolvimento infantil Elizabete Souza. Em Pernambuco, iniciativas como o Mundo da Aprendizagem já capacitaram mais de 1,2 mil profissionais, entre professores, psicólogos e terapeutas, em uma tentativa de reduzir esse déficit.

Apesar do avanço na qualificação, outro desafio estrutural persiste: a desconexão entre clínica e escola no acompanhamento das crianças. Na prática, intervenções terapêuticas ainda acontecem de forma isolada, sem diálogo com a rotina escolar, o que compromete a eficácia do tratamento. “A criança não se desenvolve em ambientes isolados. O que é trabalhado na clínica precisa acontecer também na escola”, pontuou Elizabete, fundadora da clínica Mundo da Aprendizagem.

Modelos integrados, baseados em abordagens como a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), ainda são exceção no país, embora apontem melhores resultados ao alinhar profissionais de saúde, educadores e famílias em torno de metas comuns.

A desarticulação entre os sistemas também tem impulsionado outro fenômeno, a judicialização do acesso ao tratamento. Diante da falta de oferta adequada ou da negativa de cobertura por planos de saúde, famílias recorrem cada vez mais à Justiça para garantir terapias como ABA, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Só neste ano, a clínica contabiliza 16 liminares para assegurar o custeio de atendimentos, evidenciando um cenário em que o acesso ao cuidado ainda depende, com frequência, de decisões judiciais.

Falta suporte à inclusão escolar

Apenas uma em cada três escolas brasileiras oferece Atendimento Educacional Especializado (AEE) de forma estruturada, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). Embora 95,7% das matrículas da educação especial estejam em classes comuns, mais da metade desses estudantes não recebe o suporte necessário.

“A educação inclusiva não precisa de mais leis, precisa de financiamento, formação e decisão política. O problema não é a matrícula, mas a falta de estrutura para que a escola funcione para todos”, afirma Guilherme de Almeida, presidente da Autistas Brasil.

Entre 2023 e 2025, o governo federal destinou R$ 52 milhões à formação continuada de professores para educação inclusiva, menos de 5% da demanda nacional. No mesmo período, R$ 654,5 milhões foram aplicados em programas voltados à estruturação da inclusão nas escolas regulares, alcançando menos de 30 mil unidades. Em sentido oposto, o país ampliou o repasse para instituições especializadas, como APAEs e Pestalozzis, que receberam R$ 7,9 bilhões do Fundeb em 2025, alta de 117% em relação a 2022. “O Brasil mantém um modelo em que a segregação é amplamente financiada, enquanto a inclusão depende de políticas residuais. Isso não é falha técnica, é escolha política”, diz Almeida.

A falta de investimento estrutural tem efeitos diretos no cotidiano escolar. Das mais de 113 mil escolas públicas com estudantes da educação especial, apenas cerca de um terço oferece AEE de forma sistemática. Para a Autistas Brasil, forma-se um ciclo de exclusão em que a escola sem estrutura gera inclusão precária, pressiona famílias a buscar alternativas e reforça o financiamento fora da rede regular. “A inclusão não falha porque é inviável. Ela falha porque o Estado não garante as condições necessárias. Não se trata de adaptar o aluno, mas de transformar o espaço comum”, declarou. 

Rede Mais Ciência na Escola em Pernambuco

A Universidade de Pernambuco (UPE), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), promove nesta quinta-feira (30), às 14h, a solenidade de lançamento da Rede Mais Ciência na Escola – UPÉ na Escola, as Mãos na Ciência.

O evento será realizado no auditório Clélio Lemos da Faculdade de Administração e Direito de Pernambuco (FCAP/UPE), localizado na Rua Sport Club do Recife, 252 , no bairro da Madalena. A ministra Luciana Santos está presente.

O programa Mais Ciência na Escola beneficiará diretamente 75 unidades de ensino, que passarão a contar com laboratórios makers, espaços equipados para o desenvolvimento de projetos práticos e experimentais. Além do suporte infraestrutural, a iniciativa prevê a concessão de bolsas para professores e estudantes, garantindo o incentivo necessário para a permanência e o engajamento em atividades de pesquisa. Também será priorizada a formação continuada do corpo docente e ações de popularização da ciência, buscando desmistificar o conhecimento acadêmico e estimular vocações científicas desde cedo. Na UPE, o programa será coordenado pela Profª Luciana Rachel Coutinho Parente.

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