Estrela do balé russo inspira competição no Brasil aos moldes do Prix Lausanne

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Estrela do balé russo inspira competição no Brasil aos moldes do Prix Lausanne


A estreia de Natalia Osipova no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro vem acompanhada de um projeto à sua altura. Hoje primeira bailarina do Royal Ballet de Londres, a artista é o principal nome por trás do lançamento do Prix Osipova, competição que reúne jovens bailarinos da América Latina e surge com a ambição de se tornar uma versão latino-americana do Prix de Lausanne —disputa realizada na Suíça que é considerada o mais prestigiado do mundo e uma das principais portas de entrada para carreiras internacionais na dança.

Idealizado pelo Conservatório Dança e Arte e pela ex-solista do Bolshoi Anna Koblova, o evento selecionou 56 participantes entre mais de 420 inscritos, de 15 a 26 anos, vindos de países como Brasil, Argentina, Chile e Paraguai. Divididos em categorias júnior, sênior e profissional, eles passam por aulas avaliativas, ensaios e apresentações até a final.

A etapa latino-americana da competição acontece nos dias 27 e 28 de abril. Na terça, a programação é aberta ao público e os ingressos, à venda online e na bilheteria, já estão quase esgotados.

Mais do que troféus, o prêmio que homenageia a trajetória de Osipova vai oferecer oportunidades como bolsas de estudo integrais, convites para companhias e quatro vagas com despesas pagas para a final em Londres, na Royal Opera House. O modelo segue o rigor técnico de Lausanne, priorizando a avaliação em aula —onde se revelam fundamentos como linhas, giros e saltos.

A relação das bailarinas Koblova e Osipova foi essencial para a criação do projeto. As duas dividiram camarins no Teatro Bolshoi e mantiveram ao longo dos anos uma conexão artística que agora se desdobra em iniciativa pedagógica e curatorial.

“O nome da Natalia abriu muita porta, porque ela é estrela internacional e é conhecida na área de dança e do teatro”, afirma Koblova.

A proposta também tenta superar a barreira dos custos para se tornar um bailarino internacional. “Esse projeto é para buscar talentos e dar possibilidade de aparecer. Os candidatos que passaram e não tinham condições receberam apoio para chegar e se apresentar. Isso é um grande diferencial, porque o que dificulta nos concursos internacionais são sempre os custos”, diz Koblova.

Além de jurada, Osipova será a atração principal da competição. No dia 28, ela dança o segundo ato de “Giselle”, um de seus papéis mais emblemáticos. O espetáculo reúne também bailarinos brasileiros, incluindo integrantes de um projeto social do conservatório. Para muitos, será a primeira vez no palco do Municipal.

O júri inclui nomes como Julio Bocca e Cecília Kerche. Para Koblova, o impacto vai além da competição. “Estar perto de pessoas desse nível pode mudar uma vida.”

Com inscrições gratuitas e apoio institucional, o Prix Osipova nasce com pretensão de continuidade. A organização prevê novas edições anuais e expansão para outros países.



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