Envelhecimento saudável do cérebro depende de estímulos cognitivos e estilo de vida, afirmam especialistas

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Envelhecimento saudável do cérebro depende de estímulos cognitivos e estilo de vida, afirmam especialistas


Hábitos como exercício, socialização e estímulos mentais ajudam a preservar funções cognitivas e prevenir declínio na terceira idade



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O episódio 82 do videocast Saúde e Bem-Estar, transmitido pelo JC Play, canal do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação no YouTube, abordou a importância da estimulação cognitiva no envelhecimento.

A edição também foi exibida ao vivo pelo Instagram do JC e reuniu especialistas para esclarecer dúvidas sobre saúde cerebral na terceira idade.

Participaram do debate o neurologista Stefan Welkovic Junior, mestrando em Gerontologia com foco em cognição; o geriatra Andrey Lucas, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Regional Pernambuco (SBGG-PE); e a gerontóloga Thaís Bento Lima Silva, professora da Universidade de São Paulo (USP).

Estimulação cognitiva vai além da memória

Durante o programa, Thaís Bento explicou que a estimulação cognitiva consiste em um conjunto de atividades intelectuais desafiadoras que favorecem a aprendizagem e fortalecem as conexões neurais.

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Entre essas atividades estão leitura, escrita, jogos, aprendizado de idiomas e interação social.

“A própria socialização, a interação social entre as pessoas, é uma estimulação cognitiva também. Isso porque o nosso cérebro aciona várias áreas específicas quando conversamos com alguém, interpretamos o que a pessoa disse e devolvemos com a nossa opinião, expressando algo em um discurso. Então, um conjunto de atividades que envolvam desafios para o cérebro e sejam intelectualmente estimulantes vai gerar o que chamamos de integração de informações. Elas compõem o que chamamos de estimulação cognitiva. Em um português mais simples, eu diria que é a estimulação das habilidades mentais”, destacou.

SAÚDE E BEM-ESTAR #82 | COMO MANTER O CÉREBRO ATIVO AO LONGO DO ENVELHECIMENTO?

Abordagem ampla

O geriatra Andrey Lucas reforçou que a cognição envolve diferentes funções, não apenas a memória. Segundo ele, manter o cérebro ativo exige uma abordagem integrada.

Entre as estratégias recomendadas estão:

  • Prática regular de atividade física;
  • Participação em atividades sociais;
  • Manutenção de um propósito de vida;
  • Controle de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes;
  • Cuidados com audição e visão.

“Como geriatras, estimulamos nossos pacientes a praticar atividade física regular, não só por questões de mobilidade e independência, mas também pela saúde cerebral. Atividade resistida, musculação, academia: por que não? Só porque a pessoa é idosa não significa que não possa frequentar esse tipo de ambiente. Isso não faz sentido. Então, tem que estimular”, destacou Andrey.

Jogos não são solução isolada

Sobre jogos de tabuleiro e palavras cruzadas, Stefan afirmou que os resultados ainda são inconclusivos na literatura científica.

Segundo ele, esses recursos podem ajudar, mas não devem ser vistos como estratégia única.

“A literatura que temos até hoje sobre isso, inclusive meta-análises muito recentes, apresenta dados controversos. Em algum ponto parece existir benefício, em outro ponto não parece ter benefício nenhum, mas a grande questão é a seguinte: a estimulação cognitiva envolve vários aspectos fora um joguinho. E se for um jogo, tem que ser um jogo que seja direcionado para trabalhar alguma ou algumas funções cognitivas predeterminadas, então isso tem que ser um jogo testado, validado e que tenha sido feito pelo pessoal da ciência, que tenha sido feito por profissionais de saúde direcionados a trabalhar alguma questão específica”, explicou.

Alimentação

Outro ponto discutido no programa foi a relação entre alimentação, suplementação e saúde cerebral. Stefan chamou atenção para a busca recorrente por soluções rápidas, como o uso indiscriminado de vitaminas e suplementos.

Segundo ele, não existe uma “pílula mágica” capaz de prevenir ou tratar o declínio cognitivo. A suplementação, quando indicada, deve ser feita apenas para corrigir deficiências comprovadas. O uso excessivo, sem orientação médica, pode trazer riscos, como sobrecarga renal e hepática.

Porém, padrões alimentares equilibrados têm respaldo científico, com destaque para as dietas Mediterrânea e MIND, que estão associadas à redução do risco de doenças neurodegenerativas, sobretudo por seu impacto positivo na saúde cardiovascular.

“Sobre as vitaminas e minerais, vamos entender o seguinte: nós suplementamos aquilo que falta, certo? Então, não vamos suplementar desnecessariamente uma pessoa. Temos que identificar aquela falta, isso ser documentado, para se gerar um benefício.”

Saúde mental e Covid-19

Outro ponto abordado no programa foi a possível relação entre a Covid-19 e impactos cognitivos. Segundo os especialistas, ainda não há respostas definitivas, mas estudos sobre a chamada “NeuroCovid” indicam que a infecção pode trazer repercussões neurológicas, especialmente em casos mais graves.

Andrey destacou que fatores como internação prolongada, passagem por UTI e necessidade de ventilação mecânica podem influenciar negativamente a cognição, dificultando a distinção entre os efeitos diretos do vírus e os decorrentes dessas condições.

Stefan acrescentou que pacientes que enfrentaram quadros mais severos da doença, incluindo idosos e também jovens, frequentemente apresentam queixas cognitivas persistentes, além de sintomas como dor de cabeça, alterações no olfato e paladar.

Ele também mencionou o aumento do risco de eventos trombóticos associados à Covid-19, como AVC, que podem impactar diretamente a função cerebral.

Durante o videocast, foi reforçada a importância da vacinação como forma de prevenção. Além de reduzir a gravidade da doença, a imunização contribui para a proteção cardiovascular e pode favorecer um envelhecimento mais saudável, com impactos indiretos na preservação da cognição.

Abordagem integrada e importância da estimulação cognitiva

Os especialistas concordam que não há uma estratégia única para preservar a saúde do cérebro. O envelhecimento cognitivo saudável depende da combinação de fatores, incluindo estímulos mentais, atividade física, interação social e controle de doenças.

Outro ponto destacado é que as atividades devem ser desafiadoras. “Se for algo muito fácil, não há estímulo suficiente para promover adaptação cerebral”, pontuou Andrey.

Com o aumento da expectativa de vida, cresce também a preocupação com a manutenção da autonomia e da qualidade de vida na velhice. Nesse contexto, a estimulação cognitiva surge como uma ferramenta importante para promover um envelhecimento mais ativo.

Os especialistas reforçaram que nunca é cedo nem tarde para começar a cuidar da saúde cerebral, e que a adoção de hábitos saudáveis ao longo da vida pode fazer diferença na prevenção de doenças neurodegenerativas.

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