A Comissão Europeia informou na quinta-feira que enviou uma carta aos organizadores da Bienal de Veneza comunicando sua intenção de encerrar ou suspender um financiamento de 2 milhões de euros (cerca de R$ 11,6 miilhões) após eles terem permitido que a Rússia reabrisse seu pavilhão no evento deste ano.
A Rússia terá um pavilhão na Bienal de Veneza deste ano, o evento de arte mais importante do mundo —o mais recente sinal da vontade do país de acabar com seu status de pária na vida cultural e esportiva global em meio à guerra na Ucrânia.
De acordo com reportagem da Artnews, o júri da bienal afirmou nesta quinta-feira que não vai considerar nações cujos líderes foram acusados de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional. A decisão, segue a publicação, exclui Israel e Rússia.
Embora os organizadores da bienal nunca tenham banido a Rússia, o país não participava desde a invasão da Ucrânia em 2022. Pouco depois do início da guerra, os dois artistas russos que estavam programados para representar o país naquela edição se retiraram, dizendo que “não há lugar para a arte quando civis estão morrendo sob fogo de mísseis, quando cidadãos da Ucrânia estão se escondendo em abrigos, quando manifestantes russos estão sendo silenciados”.
“Há apenas um financiamento em andamento, no valor de 2 milhões para os próximos três anos, e é essa que pretendemos encerrar ou suspender”, disse um porta-voz da Comissão Europeia a jornalistas.
O porta-voz afirmou que a Bienal tem 30 dias para responder à carta da UE.
Após a invasão da Ucrânia por Moscou em 2022, artistas e instituições russas foram excluídos de grandes eventos europeus, incluindo o pavilhão russo na Bienal de Veneza.
Um comunicado de imprensa divulgado pelos organizadores da bienal no início de março incluiu a Rússia entre os países participantes do evento deste ano. O país apresentará uma exposição chamada “A Árvore Está Enraizada no Céu”, envolvendo pelo menos 38 artistas e músicos, de acordo com o comunicado.
A Rússia também não participou da bienal de 2024. Em vez disso, emprestou seu grande pavilhão, em uma localização privilegiada nos Jardins da Bienal, à Bolívia. Durante o evento, que este ano acontece de 9 de maio a 22 de novembro, os países realizam exposições em pavilhões nacionais ao lado de uma grande mostra coletiva com obras de arte escolhidas por um curador independente.
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