De acordo com estimativa da Organização das Nações Unidas, serão necessários mais de R$ 350 bilhões em dez anos para recuperar o território
JC
Publicado em 22/04/2026 às 0:00
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Enquanto os impasses e confrontos não cessam no Oriente Médio, os palestinos da Faixa de Gaza que sobreviveram ao conflito de Israel com o grupo terrorista Hamas, esperam determinações de fora para a restauração do território em ruínas, ocupado por uma população abandonada e entregue a degradantes condições de vida. Nos chamados “campos de deslocados”, onde está a maioria dos residentes de Gaza, não há instalações sanitárias, nem água suficiente, faltam remédios, alimento e roupas, mas proliferam os ratos e as pulgas – e as doenças que ameaçam 1,7 milhão de pessoas amontoadas, de modo improvisado, nesses campos. Outra parcela da população mora em bairros controlados pelas tropas de Israel.
O tenebroso efeito colateral da perseguição dos israelenses liderados por Benjamin Netanyahu aos terroristas, continua sem a devida consideração, seja da parte dos invasores, seja do resto do mundo, que assiste a tudo sem se importar muito com a crise humanitária palestina. Após visita ao local em março, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu que “as condições de vida são caracterizadas por infestações de vermes e parasitas”. Os poucos hospitais em funcionamento não dispõem de estrutura para tratamentos adequados, diante dos quadros apresentados e da quantidade de gente necessitando de atendimento. A ajuda de fora esbarra no controle de fronteira do exército israelense, com os acessos a Gaza controlados como em uma prisão. Apesar do cessar-fogo declarado, bombardeios continuam, e os palestinos ainda são tratados, todos, como prisioneiros de guerra.
Em relatório divulgado há poucos dias, apesar da situação estar longe da estabilidade, a ONU e a União Europeia, com participação do Banco Mundial, estimam que o volume de recursos demandado para o restabelecimento de serviços essenciais e da infraestrutura, pode chegar a R$ 130 bilhões em um ano e meio, e R$ 350 bilhões em uma década. O valor terá que dar conta, por exemplo, da reconstrução de mais de 370 mil unidades habitacionais destruídas pelos bombardeios de Israel. O cálculo é impressionante e a disposição da ONU e de outros agentes internacionais é de apoiar a população palestina, através de financiamentos e doação de equipamentos. Mas tudo terá que aguardar a permissão de Netanyahu, o que somente tem chance de ocorrer depois que o Hamas for considerado fora de combate – e isso pode levar tempo, talvez mais alguns anos.
O custo da reconstrução tende, portanto, a aumentar. E não apenas o custo material. A divulgação de um relatório com ênfase nos investimentos financeiros previstos para restaurar Gaza não deixa de ser um sinal do enorme prejuízo social e humanitário da devastação realizada. O que se pode planejar para o futuro palestino, daqui por diante? O que desejam os israelenses com a manutenção de uma prisão a céu aberto onde a maioria dos cativos é formada por inocentes que sofrem sem assistência, nem a liberdade de ir e vir? E o que passa pelas mentes de um povo confinado em uma ilha de miséria e violência, antes da reconstrução ser anunciada como favor?


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