Preço dos combustíveis pressionam inflação no Grande Recife, que supera a média nacional

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Preço dos combustíveis pressionam inflação no Grande Recife, que supera a média nacional


Grupo de transportes, que engloba desde combustíveis e passagens aéreas até o transporte público, exerceu um peso significativo na cesta

Por

JC


Publicado em 10/04/2026 às 15:41



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*Com agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na Região Metropolitana do Recife registrou uma alta de 1,1% em março de 2026, superando a média nacional de 0,88% verificada no mesmo período. Com esse resultado, a inflação oficial na região acumula uma variação de 2,13% no primeiro trimestre do ano. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo setor de transportes, que apresentou a maior elevação mensal entre todos os grupos pesquisados, com um salto de 3,22%.

O grupo de transportes, que engloba desde combustíveis e passagens aéreas até o transporte público, exerceu um peso significativo no índice geral, representando cerca de 19,33% da composição do IPCA local. Outro impacto relevante veio do grupo de alimentação e bebidas, que subiu 1,43%.

Por ser a categoria de maior peso na cesta de consumo do Recife, com 23,72%, qualquer oscilação em itens como carnes, cereais ou refeições fora de casa reflete diretamente no custo de vida da população.

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Outros setores também apresentaram variações positivas, como despesas pessoais, que subiram 0,96%, vestuário, com alta de 0,92%, e o grupo de saúde e cuidados pessoais, que avançou 0,38%. Já o setor de artigos de residência teve uma elevação mais moderada, de 0,20%.

Em contrapartida, o setor de educação manteve-se estável, sem variação no mês, o que é comum após os reajustes concentrados no início do ano letivo.

DEFLAÇÃO

No campo das deflações, o destaque ficou para o grupo de habitação, que registrou a maior queda do mês, com recuo de 0,35%. Esse alívio no bolso do consumidor foi motivado pela redução de 1,5% nas tarifas de energia elétrica e pela queda nos preços de produtos de limpeza, como alvejantes e desinfetantes.

O setor de comunicação também apresentou retração, com queda de 0,26% nos serviços de telefonia e internet.

Para as famílias com menor poder aquisitivo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apontou uma alta de 1,01% na região. Assim como no índice geral, os maiores responsáveis pela pressão inflacionária nesse estrato foram os transportes e a alimentação, enquanto habitação e comunicação também registraram as principais quedas. 

CENÁRIO NACIONAL

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atingiu 0,88%. Resultado foi 0,18 ponto percentual (p.p) mais alto que em fevereiro, quando foi registrado 0,70%. O avanço foi puxado pelos preços dos grupos transportes e alimentação e bebidas. Juntos responderam por 76% do IPCA do mês.

No ano, o IPCA acumula avanço de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%. O percentual está acima dos 3,81% atingidos nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o IPCA registrou 0,56%.

O aumento de 4,59% na gasolina foi o fator mais relevante para o desempenho dos preços dos transportes, o que provocou impacto de 0,23 p.p. na inflação do mês. A passagem aérea (6,08%) e o diesel (13,90%), também pesaram apesar de menor influência no índice geral.

As maiores altas em alimentação e bebidas, ficaram com os subitens Leite longa vida (11,74%) e Tomate (20,31%), que representam respectivamente impactos de 0,07 e 0,05 p.p. sobre o IPCA do mês. Juntos, esses cinco subitens foram responsáveis por 0,43 pontos percentuais do IPCA de março (0,88%).

Conforme o IBGE, os nove grupos de produtos e serviços do IPCA apresentaram elevações em março. O mais significativo (1,64%) foi o de transportes, tendo na sequência o de alimentação e bebidas (1,56%). Os outros avanços “oscilaram entre 0,02%, em educação e 0,65%, em despesas pessoais”.

IMPACTOS DA GUERRA

Para o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, já é possível verificar o efeito das incertezas no cenário internacional em alguns subitens, principalmente nos combustíveis. O gerente destacou ainda que “no grupo alimentação, em especial na alimentação em casa, a aceleração no nível de preços foi mais evidente, com a alta de 1,94%, a maior desde abril de 2022 (2,59%), combinando efeitos de redução de oferta de alguns produtos com altas do frete, em decorrência dos combustíveis mais caros”

O IPCA aponta a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 e 40 salários mínimos.






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