Artemis II completa volta ao redor da Lua após superar recorde de distância da Apollo 13

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Artemis II completa volta ao redor da Lua após superar recorde de distância da Apollo 13


Missão utiliza mesma trajetória de retorno livre adotada pela Apollo 13 após a explosão do tanque de oxigênio, aproveitando gravidade da Terra e Lua



Clique aqui e escute a matéria

A missão Artemis II, da Nasa, alcançou nesta segunda-feira, 6, um marco histórico ao realizar seu sobrevoo lunar e estabelecer um novo recorde de distância da Terra. Durante a manobra de seis horas ao redor da Lua, os quatro astronautas: Reid Wiseman, Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch observaram vistas inéditas do lado oculto do satélite e superaram em mais de seis mil quilômetros o recorde estabelecido pela missão Apollo 13 em abril de 1970.

A missão utiliza a mesma trajetória de retorno livre adotada pela Apollo 13 após a explosão do tanque de oxigênio. A rota aproveita a gravidade da Terra e da Lua, reduzindo a necessidade de combustível e colocando a cápsula automaticamente de volta em direção ao planeta.

Durante o período de 40 minutos em que ficou atrás da Lua e sem comunicação com a Terra, a Artemis II atingiu sua distância máxima de 406.771 quilômetros, viajando a cerca de 5.052 km/h. O marco anterior era da missão Apollo 13: 400.171 quilômetros.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

POUSO NO PACÍFICO

O retorno deve terminar com pouso no oceano Pacífico, na próxima sexta-feira.

A bordo, os astronautas levaram um emblema de seda da Apollo 8, missão de Jim Lovell, que também gravou a mensagem de despertar da tripulação antes de morrer, em agosto passado. Entre os alvos científicos da missão estão a Bacia Orientale, os locais de pouso das Apollo 12 e 14 e a região do polo sul lunar, prioridade para futuras missões.

A Artemis II é a primeira missão tripulada da Nasa à Lua desde a Apollo 17, em 1972, e prepara o caminho para a Artemis III e para um pouso lunar mais adiante, previsto para a Artemis IV, em 2028.

A MAIOR DISTÂNCIA JÁ PERCORRIDA PELO HOMEM

Os quatro astronautas da missão lunar Artemis 2, da Nasa, se tornaram ontem os humanos que viajaram mais longe da Terra. A equipe bateu o recorde anterior de 400 171 km, estabelecido pela Apollo 13 em 15 de abril de 1970. A marca alcançada, antes que o processo de volta fosse iniciado, é de 406.778 km de distância. Em sobrevoo histórico, os astronautas dedicaram mais de seis horas para analisar e documentar as características da superfície lunar, com destaque para o chamado lado oculto – nunca visto da Terra.

Durante a passagem pelo lado oculto, a nave ficou por cerca de 40 minutos sem comunicação com a Terra. O contato foi retomado por volta das 20h40 (horário de Brasília). A expressão “lado escuro” da Lua também diz respeito ao “apagão na comunicação” que ocorre entre a Terra e seu satélite em determinado ponto desse hemisfério.

Quando a cápsula Orion passou exatamente por trás da Lua, entrou na chamada “zona de sombra de áudio”. Isso ocorre porque a Lua é um corpo sólido e opaco e funciona como um bloqueio físico: as ondas de rádio (que viajam em linha reta) não conseguem atravessá-la e o sinal é cortado.

Nesse período, o Controle de Missão em Houston não podia intervir em tempo real. O sinal foi recuperado quando a nave “surgiu” do outro lado. “É tão bom ouvir a Terra novamente”, disse a especialista de missão Christina Koch, enquanto a tripulação recuperava as comunicações com o controle. “Para a Ásia, África e Oceania: estamos olhando de volta para vocês. Sabemos que vocês podem olhar para cima e ver a Lua agora mesmo. Nós também vemos vocês.”

A sonda Orion ainda atingiu seu ponto mais próximo da Lua, a cerca de 6.545 quilômetros acima da superfície lunar. Koch também destacou o início de uma nova era, na qual os seres humanos exploram e constroem infraestrutura na superfície lunar. “Mas, no fim das contas, sempre escolheremos a Terra. Sempre escolheremos uns aos outros.”

CONQUISTAS

A missão, iniciada no dia 1º, entrou ontem no que a Nasa chama de esfera de influência lunar (quando a nave passa a ser atraída pela gravidade da Lua) por volta da 1h42 de Brasília para realizar o primeiro sobrevoo lunar desde 1972. Anteontem, a agência espacial dos EUA publicou uma imagem registrada pela tripulação, na qual aparecem a Lua e sua Bacia Oriental. A cratera, com quase 965 quilômetros de diâmetro, só havia sido fotografada por câmeras orbitais.

Na Orion estão os americanos Koch, Reid Wiseman e Victor Glover, além do canadense Jeremy Hansen. “Obrigado a vocês e a toda a equipe em terra por perpetuar o legado da Apollo com a Artemis. Boa viagem e um retorno seguro”, desejou o astronauta do programa Apollo Charles Duke, de 90 anos, um dos últimos homens que estiveram numa missão na Lua, em 1972.

PLANOS REVISADOS

Segundo a Nasa, a tripulação da Artemis concluiu um teste para garantir o funcionamento da pilotagem manual e também revisou seu plano de observação científica para identificar e fotografar diversos acidentes geográficos da superfície lunar, incluindo antigos fluxos de lava e crateras de impacto. Eles viram a Lua de um ponto de vista único em comparação às missões Apollo. A tripulação da Artemis 2 pôde ver a superfície completa e circular da Lua, incluindo as regiões próximas dos dois polos. O lado oculto da Lua já havia sido parcialmente mapeado em algumas missões científicas. O hemisfério foi fotografado pela primeira vez pela sonda soviética Luna 3, em 1959. Os astronautas da missão Apollo também passaram por lá. Em 2019, a China se tornou o primeiro país a pousar uma sonda nessa região.

Cinco anos depois, em 2024, uma nova missão chinesa voltou a pousar nessa região, mais precisamente na Bacia Aitken, considerada uma das maiores crateras de impacto do Sistema Solar A nave chinesa coletou amostras da face oculta e as trouxe à Terra em 53 dias.

Diferentemente do lado visível, que tem vastas planícies escuras (chamadas de mares), a face oculta é mais montanhosa, acidentada e tem a crosta mais espessa. Estudar este lado menos conhecido da Lua é importante por vários motivos: ele pode oferecer pistas inéditas sobre a formação do Sistema Solar e há um grande interesse em mapear os recursos minerais ali presentes.

FUTURO

A Artemis 2 faz parte de um plano de longo prazo para retornar de forma sustentável à Lua, com o objetivo de estabelecer uma base permanente que sirva de plataforma para futuras explorações A Nasa pretende fazer um pouso lunar com nave tripulada em 2028, antes do fim do mandato do atual presidente dos EUA, Donald Trump.






Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *