A denúncia do leitor da coluna ocorre na Rua Gaspar Drumond, na Vila dos Remédios, localizada no bairro de Afogados, na Zona Oeste do Recife
JC
Publicado em 05/04/2026 às 5:07
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Rua esburacada dificulta mobilidade de moradores de Afogados
Venho, por meio desta, solicitar providências quanto à situação da Rua Gaspar Drumond, na Vila dos Remédios, no bairro de de Afogados, na Zona Oeste da capital, tendo em vista às péssimas condições da pavimentação da via. Informo que já foi realizada solicitação anteriormente, através do Conecta Recife, registrada sob número de protocolo 20260313180836242, de 13/03/2026; porém, até o momento, não houve retorno sobre uma solução efetiva por parte da Emlurb/Prefeitura do Recife. Destaco ainda que, mesmo em casos de chuvas leves, a via apresenta alagamentos, o que tem causado transtornos e dificuldades de mobilidade aos moradores. Diante do exposto, solicito a atenção da Prefeitura para a adoção das medidas necessárias, visando melhorar a infraestrutura e a qualidade de vida dos moradores de Afogados.
Josimar Miranda, por e-mail

Rua esburacada dificulta mobilidade de moradores de Afogados – JOSIMAR MIRANDA / VOZ DO LEITOR
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Administração ultrapassada da CTTU
Pior administração de trânsito do Brasil é a do Recife. Não há só falta de vias alternativas, há falta de gestão diária: sinais sem sincronização, faixas ocupadas com veículos de suporte a obras nos horários de pico, obras nas vias durante o dia e não à noite ou finais de semana, permissão de estacionamento em vias de alta demanda de tráfego em horários comerciais, permissão de carga e descarga a todo horário, faixas com péssimas sinalizações, placas com informações desatualizadas, orientadores de trânsito sem supervisão e observando mais seus próprios aparelhos celulares que o trânsito, falta de efetivos no início da noite (um caos)… Enfim, a gestão do trânsito do Recife é uma lástima. A presidente da CTTU está no cargo desde governo Eduardo Campos. Administração ultrapassada… Já passou da hora de mudar.
Claiton Magalhães, via redes sociais
Responsabilização de gestores públicos
Em 22 de dezembro de 2024, caiu a ponte que ligava Maranhão e Tocantins. A nova estrutura só foi construída depois da morte de 14 pessoas e do desaparecimento de outras três. Se não tivesse ocorrido o desabamento, por mais que existissem relatórios técnicos apontando a necessidade de reparos, com certeza, até hoje nada teria sido feito e mais cedo ou tarde mortes ocorreriam com a queda da ponte. Entre abril e maio de 2024, no Rio Grande do Sul, chuvas torrenciais mataram 184 pessoas e deixaram 23 desaparecidas. Medidas já sugeridas após a tragédia de 1941 não haviam sido implantadas nem mantidas. Os exemplos se repetem, como se obedecessem a um roteiro previsível. Em Itajaí (2008), foram 135 mortos; na Região Serrana do Rio de Janeiro (2011), 918; em Petrópolis (2022), 241. Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e o litoral norte de São Paulo ampliam essa lista. As autoridades precisam ser responsabilizadas, tanto pelas perdas materiais, quanto pelas vidas interrompidas.
Pedro Cardoso, por e-mail
Vicaricídio
O Brasil avançou no combate à violência contra as mulheres com a aprovação de um texto substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 3.880/2024, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, em Brasília-DF. A matéria criminaliza o vicaricídio – tipificação penal do assassinato de filhos, de familiares ou de pessoas próximas a uma mulher, cometido com o objetivo claro de causar sofrimento emocional intenso a ela, ou puni-la ou controlá-la. Além disso, a proposta incluiu a violência vicária na Lei Maria da Penha (11.340/2006). Com a norma, o autor deste crime hediondo pode pegar de 20 a 40 anos de prisão. O Senado Federal tem em mãos uma nova tarefa e oportunidade histórica: revogar a Lei de Alienação Parental e harmonizar o ordenamento à definição de violência vicária recém-aprovada. Ao fazê-lo, o Brasil atenderá ao chamado da CSW70 por “responsabilização” e por marcos legais que previnam, de fato, novas violações, e alinhem o Direito de Família à proteção de Direitos Humanos da população feminina, de adolescentes e do público infantil. Em síntese: revogar a Lei de Alienação Parental não é negar a convivência familiar – é impedir que um instrumento jurídico, tantas vezes desvirtuado, continue servindo ao agressor, e não às vítimas que o sistema deve, por prerrogativa e dever, proteger.
Celeste Leite, por e-mail
Tombamento de mangueira em Casa Forte
Diante da cena que presenciei nesta última semana, recitarei esse verso: “Em Casa Forte se deu, um fato de cortar chão: Dona Mangueira partiu e deixou a praça em comoção. Quarta-feira ela se foi, levando sombra e canção. Era minha velha vizinha, do lado do Tamarineiro, mais presente que muita gente, com cargo, crachá e distinção, dava fruto e dava abrigo, sem cobrar nenhuma atenção. Viu carnavais e segredos, viu promessa e confusão, viu Edvaldo virar padre, na força da vocação, guardou tudo em silêncio, com respeito e discrição. Na sua última despedida fizeram foi escuridão, apagaram luzes da rua pra cortar e evitar contramão. Nem polícia fez a ronda, nem cuidou da proteção. Sorte que a turma das motos, que leva aliança na mão, passa ligeira na rua, deixando solteiro o cidadão. Nesse dia não apareceu, pra piorar a situação. Veio Dona Cigarra cantando, seu lamento de coração, formiga já trabalhando, sem perder ocasião. Pardais, canários e periquitos fizeram procissão. Os cachorros deram volta, procurando o cheiro no chão. O vigia ficou quieto, sentindo falta da sombra dela, e a rua ficou mais feia, sentido a falta da bela. Na despedida foi doce, deixou mangas pelo chão, veio o cinza e tomou tudo, sem respeito ou reflexão. Dona Mangueira partiu… E ficou só a saudação”.
Inácio Feitosa, por e-mail

Tombamento de mangueira em Casa Forte – INÁCIO FEITOSA / VOZ DO LEITOR
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