Influenciadora foi ‘mentora’ de falso sequestro para aumentar seguidores, diz polícia

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Influenciadora foi ‘mentora’ de falso sequestro para aumentar seguidores, diz polícia


Polícia Civil detalhou prisão de Monniky Daiane de Fraga Caldas, de 27 anos, que teria fingido ser vítima de criminosos em abril de 2025

Por

Raphael Guerra


Publicado em 24/03/2026 às 12:32
| Atualizado em 24/03/2026 às 12:36



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A Polícia Civil afirmou que a influenciadora digital Monniky Daiane de Fraga Caldas, de 27 anos, presa na operação Cortina de Likes, nesta terça-feira (24), foi a mentora intelectual de um falso sequestro com o objetivo de ampliar o número de seguidores nas redes sociais. 

“Tudo não passou de uma trama. A ‘vítima’ foi a mentora intelectual do falso sequestro porque estava em baixa nas mídias sociais e queria alavancar o número de seguidores. Mas contradições e outras provas ajudaram a desvendar o crime”, afirmou o delegado Jorge Pinto, do Grupo de Operações Especiais (GOE). 

Em 21 de abril de 2025, a influenciadora – que tinha 27 mil seguidores – afirmou à polícia que ela e o namorado foram vítimas de sequestro quando saíam de carro em Mangue Seco, Igarassu. Na época, em entrevista à TV Jornal, ela declarou que três criminosos fizeram a abordagem. 

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A influenciadora contou que o casal teria sido levado para uma área de matagal, onde os bandidos teriam feito ameaças e pediram R$ 100 mil. Parte do valor foi transferida pela mãe de Monniky para uma conta bancária em São Paulo. 

“Foram três horas de terror. Você ficar rendida na mão de uma pessoa que você não conhece, pessoas totalmente agressivas e não tem nada a perder. A tortura psicológica, talvez, tenha sido pior que a física”, relatou à TV Jornal na época. Ela disse que foi ameaçada de levar um tiro e ter os dedos cortados.

INVESTIGAÇÃO ESCLARECEU FALSO SEQUESTRO


PCPE/DIVULGAÇÃO

Equipe do GOE detalhou operação que prendeu influenciadora digital que simulou sequestro – PCPE/DIVULGAÇÃO

O delegado Jorge Pinto explicou que o GOE começou a investigar o caso como extorsão mediante sequestro.

No curso do inquérito, a polícia identificou dois dos três homens que participaram do falso sequestro. Um deles já estava detido por outros crimes no Presídio de Igarassu, por isso um mandado foi cumprido na unidade. Este suspeito, de nome não revelado, já teve um relacionamento com a influenciadora. 

Outro homem, identificado como Caio Barbosa de Santana, foi assassinado em Abreu e Lima, em 17 de março, ou seja, uma semana antes da deflagração da operação. A morte dele está sob investigação.

Já o terceiro suspeito ainda não foi identificado.  

A influenciadora foi presa na casa dela, em Igarassu. Em depoimento, negou o falso sequestro à polícia. 

Os suspeitos podem responder por crimes como extorsão, fraude processual e falsa comunicação de crime.

NAMORADO E MÃE NÃO SABIAM DE FALSO SEQUESTRO

A polícia descobriu que o namorado de Monniky não tinha ciência de que se tratava de uma trama arquitetada por ela. “Ele inclusive teve uma corrente de ouro levada e foi agredido com uma coronhada”, contou o delegado.

Os investigadores acreditam que a mãe da influenciadora também não sabia que sequestro era falso. 

Um mandado de busca e apreensão em São Paulo para saber quem era o responsável pela conta que recebeu a transferência em dinheiro. 

DEFESA DA INFLUENCIADORA

O advogado Alexandre Costa, responsável pela defesa da influenciadora, afirmou em entrevista à TV Jornal que a prisão é uma “aberração jurídica” e “midiática”. Ele reforçou que a cliente foi sequestrada e que isso tudo seria movimentação de pessoas que não gostam da atuação dela nas redes sociais. 

Costa afirmou, ainda, que vai pedir que a prisão seja convertida em domiciliar, porque a influenciadora tem filhos. 





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