Congresso desacelera e votações importantes, talvez, só em novembro

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Congresso desacelera e votações importantes, talvez, só em novembro



Incrível como as ‘capivaras’ terão importância nas próximas eleições; e como o clima no STF está mais carregado que oratório de juiz de futebol

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EM PONTO MORTO
Houve um tempo em que o Congresso Nacional era como uma “jamanta na banguela”, como dizia o radialista pernambucano Rosil Cavalcanti (1915–1968) em sua música Coco da Mãe do Mar. Sem controle. Agora, em época eleitoral, entra no “N”, o velho e conhecido ponto morto. “Na descida, todo santo ajuda”. O problema é na subida. Começa a desacelerar até parar no acostamento. Atividade parlamentar, de verdade mesmo, somente no último mês legislativo. E olhe lá.

DISTÂNCIA REGULAMENTAR
Com a decisão do Diretório Nacional do Psol, que aprovou a rejeição de federação com o PT por expressiva maioria — 76% — a legenda referendou o apoio “irrestrito” à candidatura de Lula da Silva (PT) à reeleição: nem tão perto que se vejam todo dia, nem tão longe que só se encontrem uma vez por mês.

MANADA DE CAPIVARAS
A julgar pelas pesquisas — se bem que ainda faltam sete meses para as eleições — a disputa não será por quem tem a melhor proposta, mas por quem apresenta uma “capivara” mais sutil.

EM TEMPO
No jargão de delegacia policial, “puxar a capivara” é analisar a ficha criminal do “meliante”.

DE VIRADA
Renegado por suas ligações com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e por suas raízes evangélicas, o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, passou a ser o queridinho da vez, após dar um rumo sério às investigações do caso Banco Master.

SINUCA DE BICO
Já Alexandre de Moraes, o “justiceiro” que agia em defesa do tal Estado Democrático de Direito, de uma hora para outra perdeu o vigor: caiu em desgraça com tanto vai e vem sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

A MÚSICA DE DOMINGO
Do poeta baiano Tom Zé, a coluna recomenda O Sândalo, música gravada em 1972:
“Parecido sempre com um machado / Que fere o sândalo e ainda quer sair perfumado (…) Faça suas orações uma vez por dia / E depois mande a consciência / Junto com os lençóis / Pra lavanderia”.
Mais atual, impossível.

VOOS SEPARADOS
O “profeta” da política brasileira, Gilberto Kassab, disse que o PSD só não terá candidato à Presidência da República “se cair um helicóptero com os três” pré-candidatos: Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS). Fácil: é só voarem em aeronaves diferentes.

PENSE NISSO!
O que virá a seguir foi relatado na sessão de 28 de setembro de 2023, no fim da tarde. A ministra Rosa Weber estava se despedindo do STF. Ela tecia comentários sobre cada um dos dez colegas. Quando chegou a vez de Alexandre de Moraes, por quem tinha singular predileção.

Rosa Weber disse que, em sua derradeira visita ao presídio da Colmeia, onde estão encarceradas mulheres detidas pelos atos de 8 de Janeiro de 2023, ela e Alexandre de Moraes fizeram uma corrente de oração: “Rezamos juntos (…) e depois percorremos diversas celas, tanto da Colmeia quanto da Papuda. E o ministro Alexandre foi aplaudido”.

Esse ato indulgente foi repercutido por muita gente do Judiciário, da imprensa e até no Congresso Nacional como se a ministra estivesse lendo um trecho do currículo de Madre Teresa de Calcutá (1910–1997), extraído diretamente do LinkedIn da religiosa, quando era candidata ao Prêmio Nobel da Paz de 1979.

Hoje, muita gente se arrepende de ter endeusado tanto o STF. “Oremus”!

Pense nisso!



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