Repórteres de veículos tradicionais da imprensa americana foram impedidos de assistir à pré-estreia do documentário sobre Melania Trump, a primeira-dama dos Estados Unidos.
O evento aconteceu nesta quinta-feira (29), no Trump Kennedy Center, em Washington. Profissionais de veículos como The New York Times, The Washington Post, Associated Press e Vanity Fair não receberam ingressos para assistir à produção da Amazon MGM Studios.
De acordo com a revista Variety, os únicos membros da imprensa que tiveram acesso à exibição foram Dan Ball e Peyton Drew, jornalistas da One America News, canal de notícia classificado como de extrema-direita pela imprensa americana.
Além de terem sido barrados, os repórteres foram também hostilizados. Ball instou os funcionários do governo presentes no evento a ignorarem aquilo que ele chamou de notícias falsas, em referência aos jornalistas de veículos tradicionais. Ele também chamou os profissionais de “vira-latas”.
Produzido pela própria Melania Trump, o documentário acompanha os dias que antecederam a segunda posse presidencial de Donald Trump. O filme é dirigido por Brett Ratner e foi adquirido pela Amazon MGM em um acordo estimado em US$ 40 milhões, que inclui também uma série derivada prevista para estrear ainda este ano.
O orçamento de produção do filme não foi divulgado, mas o investimento em marketing gira em torno de US$ 35 milhões, com campanhas globais em televisão, mídia impressa e eventos. Apesar do grande investimento, a previsão é de que o filme naufrague nas bilheterias.
Segundo previsões, a produção deve arrecadar entre US$ 3 milhões e US$ 5 milhões neste fim de semana.
Além disso, o filme também teve a sua estreia cancelada na África do Sul. A decisão foi tomada pela distribuidora local, Filmfinity, responsável pelo lançamento no país.
Em declaração à imprensa sul-africana, o chefe de vendas e marketing da empresa, Thobashan Govindarajulu, afirmou que a retirada ocorreu após “acontecimentos recentes”, sem detalhar quais fatos motivaram a medida. Segundo ele, a escolha partiu exclusivamente da distribuidora e não houve pressão externa para o cancelamento.
A decisão acontece em um momento de tensão diplomática entre os Estados Unidos e o governo sul-africano, após declarações do presidente americano sobre a situação racial no país. As afirmações foram amplamente contestadas por autoridades locais e organizações internacionais.
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