A discussão sobre o possível retorno do horário de verão segue sem definição. A retomada da medida seria para tentar evitar um racionamento de energia devido à seca extrema no país, segundo o Ministério de Minas e Energia.
Conforme o jornal Folha de S.Paulo, a decisão final do governo Lula deve sair até o final desta semana.
Que dia o horário de verão começaria?
Segundo o decreto sobre o horário de verão, que foi modificado pela última vez em 2017, ele deve começar sempre no primeiro domingo do mês de novembro e terminar no terceiro domingo do mês de fevereiro do ano subsequente.
“No ano em que tinha coincidência entre o domingo previsto para o término da Hora de Verão e o domingo de carnaval, o encerramento da Hora de Verão dar-se-á no domingo seguinte”, diz o decreto.
No entanto, o governo ainda não esclareceu se esse decreto antigo será utilizado caso o horário de verão retorne em 2024. O ministro Alexandre Silveira apenas adiantou, em entrevista na última semana, que, se aprovada, a medida já valeria para novembro.
Então, caso o decreto seja seguido à risca, quando der meia-noite do dia 3 de novembro, o relógio será adiantado em uma hora.
Opiniões contrárias
O setor de aviação, por exemplo, é contra o retorno da medida neste ano e alega que a mudança de horários deveria ser alinhada com meses de antecedência, pois já tem passagens vendidas.
Em contrapartida, a ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) recomendou a mudança em razão da seca que assola o Brasil.
Ainda de acordo com o ministro Alexandre, a possibilidade de retorno do horário de verão é grande por causa da situação hídrica.
Pois, teoricamente, as regiões que adotam o horário de verão têm um tempo extra de luminosidade no fim da tarde, adiando o acionamento de lâmpadas e economizando energia elétrica.
Qual é a opinião da população?
Conforme um levantamento realizado pelo portal Reclame Aqui juntamente com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 41,8% dos entrevistados apoiam o retorno do horário de verão. A pesquisa contou com a participação de três mil pessoas.
O maior índice da população que apoia o horário de verão corresponde às regiões: Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Por outro lado, 25,8% são contra a mudança no relógio, e 17% veem a medida com indiferença.
Ainda de acordo com a pesquisa, 35,2% das pessoas disseram se sentir mais seguras durante o horário de verão, especialmente ao voltar do trabalho. Enquanto isso, 19,5% afirmaram se sentir menos seguras e para 41,9% a mudança não influencia.



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