O PSB tem muito a comemorar pela vitória expressiva no Recife, mas o balanço geral do partido, feito sem empolgação militante, não é dos melhores.
Publicado em 07/10/2024 às 0:19
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O grande vencedor da eleição do Recife foi João Campos (PSB). A grande vencedora da eleição em Pernambuco foi Raquel Lyra (PSDB). Com a vitória esmagadora na capital, o socialista se habilitou definitivamente para dar voos maiores.
E os dará, porque demonstrou estar pronto, mas pode ser obrigado a aceitar que numa decolagem é importante saber a hora de levantar voo mais do que a altitude que se deseja alcançar.
PSB menor
Se teve um ótimo resultado no Recife, o partido do prefeito da capital encolheu ainda mais no plano geral do estado, principalmente no interior. Em 2020, o PSB chegou à disputa com 70 prefeituras e terminou a eleição com 50.
Agora, termina o pleito de 2024 com 31 municípios conquistados, podendo chegar a 32 apenas se vencer o segundo turno em Paulista. O PSDB de Raquel ampliou muito sua base, alcançando já 32 prefeitos e podendo chegar a 33 se vencer em Paulista.
É claro que há ainda os partidos aliados. Ainda assim, os aliados de Raquel Lyra conquistaram mais prefeituras do que os aliados de João pelo interior e Região Metropolitana.
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Balanço
O PSB tem muito a comemorar pela vitória expressiva no Recife, mas o balanço geral do partido, feito sem empolgação militante, não é dos melhores. Alguém pode dizer que seria impossível sustentar um bom número de prefeitos sem ter o comando do Palácio do Campo das Princesas. E é verdade.
Mas também é verdade que a força do partido para eleger prefeitos já havia tido um baque em 2020. E o governador ainda era socialista. Então existe um problema no grupo. E sem grupo a vida de Campos para voos maiores fica mais difícil.
Surpresas
Há outros fatores que precisam ser levados em conta para reforçar essa ideia de que Campos venceu no Recife, mas Raquel ganhou fora da capital. Os casos específicos de Caruaru e Jaboatão chamam a atenção.
Respectivamente, estamos falando do maior eleitorado do interior e do segundo maior eleitorado de todo o estado. Em Caruaru, esperava-se um segundo turno entre o candidato de Raquel, Rodrigo Pinheiro (PSDB), e o candidato de João Campos, José Queiroz (PDT).
Não houve, porque Rodrigo surpreendeu e levou no primeiro turno.
Jaboatão
Em Jaboatão aconteceu a mesma coisa. Esperava-se um segundo turno entre Mano Medeiros (PL) e Elias Gomes (PT). O primeiro era apoiado pela governadora e o petista apoiado pelo prefeito do Recife. Mano venceu no primeiro turno e encerrou a disputa.
Paulista e Petrolina
Para completar o cenário, Ramos (PSDB), candidato apoiado por Raquel em Paulista, depois de passar toda a campanha em segundo lugar, ultrapassou Júnior Matuto (PSB) e vai ao segundo turno com vantagem de 14 p.p à frente do socialista apoiado por Campos.
João levou a melhor em Petrolina, é importante lembrar, embora a vitória de Simão Durando (UB) já fosse esperada, lá não teve segundo turno e ele era apoiado pelo prefeito do Recife. É positivo para o socialista, mas essa é uma vitória mais de Miguel Coelho (UB) do que de Campos. Então, torna-se um tanto relativa.
Olinda
O segundo turno em Olinda estava nos cálculos, mas a ordem dos candidatos foi motivo de surpresa. Ninguém esperava que Vinicius Castello (PT) chegasse em primeiro lugar. Em todas as pesquisas, mesmo dentro da margem de erro, numericamente o petista ficava em terceiro lugar.
Quem acompanhou um pouco a propaganda eleitoral da cidade viu que a líder nos levantamentos, Mirella (PSD), focava sempre em Izabel Urquiza (PL) como adversária. Terminou que Castello vai ao segundo turno em primeiro e Mirella ficou em segundo.
E agora?
Vinícius não terá vida fácil, porque a terceira colocada, bolsonarista, tem eleitores que não costumam votar no PT. Mas, do outro lado, Mirella ter batido tanto na adversária pode atrapalhar o segundo turno.
Um trunfo que poderá ser utilizado pelo candidato petista contra a adversária é o prefeito do Recife. No primeiro turno João Campos participou de um evento por lá e ajudou Castello. Depois de conseguir juntar em sua própria reeleição eleitores de Lula e de Bolsonaro, um novo desafio pode ser ajudar o vizinho a fazer o mesmo.
Caruaru e Raquel
E teve Caruaru, um caso interessante. Durante o debate do primeiro turno na Capital do Agreste, um adversário de Rodrigo Pinheiro (PSDB) chegou a fazer piada com o prefeito, afirmando que “Raquel Lyra havia precisado largar o Governo do Estado para ensiná-lo a governar Caruaru e a fazer a campanha”.
Vindo de um adversário, tem maldade na afirmação e exagero, claro. Mas é difícil imaginar que a vitória no primeiro turno tivesse acontecido se a governadora não estivesse por lá com uma frequência que chamou a atenção de todos. Raquel tomou para si a responsabilidade de garantir a vitória daquele que foi seu vice e que ela deixou na administração da cidade quando saiu para ser candidata ao governo.
Rodrigo levou, mas a vitória foi dela.
Os três
Uma observação importante para finalizar: em 2022 três prefeitos largaram os cargos com os vices para serem candidatos ao Governo de Pernambuco. Agora, todos esses vices foram reeleitos. E todos tiveram ajuda substancial dos ex-titulares.
É difícil imaginar uma vitória de Mano Medeiros (PL), como aconteceu em Jaboatão, sem Anderson Ferreira (PL). É difícil imaginar que Simão Durando (UB), em Petrolina, vencesse sem Miguel Coelho (UB) e o mesmo acontece com Raquel e Rodrigo em Caruaru.

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