O Ministério Público da Espanha informou nesta sexta (23) que decidiu arquivar a denúncia apresentada contra Julio Iglesias por supostos crimes sexuais e tráfico de pessoas. A decisão foi tomada com base na falta de jurisdição da Justiça espanhola para apurar os fatos, já que os episódios teriam ocorrido fora do território do país.
Em comunicado oficial, o Ministério Público afirmou que não tem competência legal para conduzir investigações sobre acontecimentos registrados nas Bahamas e na República Dominicana. Por esse motivo, as diligências preliminares foram encerradas sem abertura de processo judicial na Espanha.
A defesa do cantor já havia solicitado o arquivamento do caso após ele negar publicamente as acusações. Em documento encaminhado à promotoria, os advogados sustentaram que eventuais crimes deveriam ser analisados pelas autoridades dos países onde teriam ocorrido, e não pela Justiça espanhola.
A denúncia foi apresentada no início de janeiro por duas ex-funcionárias de Iglesias. Elas relataram situações de assédio, humilhações e abuso de poder, afirmando que o artista se aproveitava da posição de empregador.
Segundo reportagens da emissora Univision e do jornal elDiario.es, os supostos episódios teriam ocorrido em 2021, em propriedades do cantor localizadas no Caribe. Iglesias, de 82 anos, classificou todas as acusações como falsas.


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