Documentos apontam que irmãos e um primo do ministro figuraram como acionistas relevantes do empreendimento, ligado ao Banco Master
JC
Publicado em 21/01/2026 às 22:39
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Em declarações exclusivas ao jornal O Estado de S. Paulo, Tânia Maria, cunhada do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou categoricamente qualquer envolvimento ou benefício financeiro derivado da venda de fatias do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). A afirmação surge em meio a investigações e reportagens que detalham transações milionárias envolvendo familiares do magistrado e fundos de investimento ligados a setores atualmente sob escrutínio judicial.
De acordo com a revelação do Estadão, enquanto documentos apontam que irmãos e um primo do ministro figuraram como acionistas relevantes do empreendimento, Tânia Maria, casada com um dos irmãos de Toffoli, afirma viver uma realidade financeira oposta à opulência do negócio. “Não sou sócia, meu marido nunca foi dono de resort. Olha a minha casa, eu não tenho dinheiro nem para arrumar o que precisa aqui”, desabafou à reportagem.
“Se você entrar dentro, vai ficar assustado. O que está lá (na Junta Comercial), eu não sei. Eu sei que moro aqui há 24 anos e não sei de nada que é sede (da Maridt) aqui. Aqui é onde eu moro”, acrescentou.
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Contexto das investigações
A venda de parte do resort Tayayá ganhou contornos de crise após a revelação de que os compradores seriam fundos geridos pela Reag Investimentos. O caso atraiu atenção pública e jurídica pelo fato de o ministro Dias Toffoli ser o relator, no STF, de inquéritos que envolvem o Banco Master e a própria Reag.
Como revelou o Estadão, em 2021, os irmãos Toffoli venderam metade da participação que tinham no resort, de R$ 6,6 milhões, para um fundo do pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Dias Toffoli é relator do inquérito do caso Master no STF, que também investiga a Reag Investimentos, gestora dos fundos envolvidos na transação.
A reportagem destaca que a transação, estimada em valores vultosos, beneficiou o núcleo familiar do ministro, embora Toffoli não apareça formalmente nos registros societários. O magistrado, por sua vez, tem reiterado que não possui participação no negócio e que frequenta o local apenas como convidado de seus familiares.
Dias Toffoli passou a ser responsável pelo inquérito após aceitar um pedido da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro para que o caso subisse para o STF.
Contradições e defesa
O depoimento de Tânia Maria ao jornal busca distanciar uma parte da família da movimentação financeira bilionária que cerca o grupo empresarial. Contudo, a revelação da fonte reforça a pressão sobre o ministro quanto a possíveis conflitos de interesse, uma vez que as decisões judiciais sob sua relatoria podem impactar diretamente os gestores dos fundos que injetaram capital nos negócios de sua família.
Até o momento, a defesa dos demais envolvidos e o gabinete do ministro mantêm a posição de que as operações comerciais foram estritamente privadas e lícitas, sem qualquer interferência da atividade jurisdicional de Toffoli.


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