Trump ataca Canadá e Europa em Davos, ironiza Macron e critica política monetária dos EUA

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Trump ataca Canadá e Europa em Davos, ironiza Macron e critica política monetária dos EUA


Presidente americano fez críticas a aliados, reagiu a declarações do primeiro-ministro canadense e fez piada com o presidente francês



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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um tom duro contra aliados históricos durante discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, nesta quarta-feira (21).

Ao longo da fala, o republicano criticou o Canadá, a Europa e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), ironizou o presidente francês Emmanuel Macron e voltou a questionar a condução da política monetária americana.

Trump reagiu às declarações do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, feitas na terça-feira (20), em Davos. Segundo o presidente americano, o país se beneficia excessivamente da relação com os Estados Unidos e não demonstra reconhecimento proporcional.

“O Canadá recebe muitas vantagens de nós. Eles também deveriam ser gratos, mas não são. Eu assisti ao seu primeiro-ministro ontem. Ele não tem sido grato aos EUA recentemente”, afirmou.

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“O Canadá vive por causa dos Estados Unidos. Lembre-se disso, Mark, da próxima vez que fizer suas declarações”, completou Trump.

Na véspera, Carney havia declarado que alguns países estão utilizando tarifas comerciais como “armas” e explorando vulnerabilidades econômicas, sem citar diretamente os EUA.

No mesmo discurso, Trump voltou a criticar a Europa e a Otan, alegando que Washington arca com a maior parte dos custos da aliança militar.

“Nunca recebemos nada da Otan. Pagamos por quase toda a aliança”, disse, ao afirmar que os Estados Unidos têm sido “tratados de maneira muito injusta”.

Apesar das críticas, o presidente afirmou que seu governo acredita “profundamente” no vínculo com a Europa, mas cobrou maior compromisso dos aliados.

Segundo ele, temas como energia, comércio, imigração e crescimento econômico precisam ser prioridades para que o Ocidente permaneça forte e unido.

Trump também criticou políticas energéticas adotadas por países europeus, especialmente a expansão de parques de energia eólica, citando Alemanha e Reino Unido.

Ele afirmou que partes da Europa estão “irreconhecíveis” e que escolhas equivocadas resultaram em déficits crescentes e na maior onda de imigração da história.

Ironia a Emmanuel Macron

Durante o discurso, Trump ironizou o presidente francês Emmanuel Macron, provocando risos na plateia ao comentar a participação do francês no Fórum Econômico Mundial no dia anterior.

“Eu o observei ontem com aqueles lindos óculos de sol. Que diabos aconteceu?”, disse Trump.

Na terça-feira (20), Macron chamou atenção ao aparecer usando óculos escuros com lentes azuis e afirmou que não era hora de “novo imperialismo ou novo colonialismo”, em uma referência indireta aos Estados Unidos. Nas redes sociais, o acessório rendeu comentários e comparações com o ator Tom Cruise.

Segundo o jornal Le Parisien, o Palácio do Eliseu informou que Macron utiliza os óculos por conta de um pequeno vaso sanguíneo do olho que sangrou, condição considerada benigna.

Na última quinta-feira (15), o presidente francês chegou a aparecer com o olho direito vermelho durante visita a uma base aérea, quando pediu desculpas pela aparência e afirmou que o problema não tinha gravidade.

Trump também voltou a relatar uma história recorrente em seus discursos, segundo a qual teria pressionado Macron a reduzir a diferença nos preços de medicamentos entre França e Estados Unidos ao ameaçar impor tarifas sobre produtos franceses, como vinhos e champanhes.

Críticas ao Federal Reserve

No trecho final do discurso, Trump voltou a atacar o Federal Reserve (Fed) e o presidente da instituição, Jerome Powell, criticando a condução da política monetária americana.

Segundo o presidente, os juros elevados prejudicam o crescimento econômico e colocam os Estados Unidos em desvantagem competitiva frente a outros países.

Trump defendeu uma política monetária mais alinhada ao estímulo da economia e voltou a responsabilizar o Fed por dificuldades enfrentadas por empresas e consumidores.

As declarações reforçam o tom confrontacional adotado por Trump em Davos, onde combinou críticas a aliados internacionais, ironias pessoais e ataques a instituições internas.

*Com informações da Associated Press.

 





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