Acordo histórico sobre livre comércio entre os blocos de países da América do Sul e da Europa fortalece a globalização e projeta nova geoeconomia
JC
Publicado em 10/01/2026 às 0:00
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O amadurecimento do acordo entre o Mercosul e a União Europeia levou um quarto de século, e ainda enfrentará resistências da França, especialmente através do setor agrícola subsidiado. Mas a conquista é digna de celebração, desde que os avanços legais e a redução tarifária impliquem em ganhos reais para as empresas e benefícios transmitidos, sem demora, para as populações dos países envolvidos. Um mercado de 720 milhões de consumidores aguarda os efeitos do acordo histórico, que precisa sair do papel e das conversas diplomáticas para a realidade das transações comerciais e seus desdobramentos econômicos e sociais – e também políticos, na medida em que os defensores do acordo recebam o respaldo das consequências positivas.
Um fator que não pode ser desprezado para a concretização do que parecia um sonho distante, é a contribuição do tarifaço dos Estados Unidos sobre diversos países, imposto pelo presidente Donald Trump. O impacto das sobretaxas foi tanto econômico quanto político, no momento que os governos nacionais perceberam o malefício da dependência do comércio com uma potência e o risco da instabilidade de seu chefe de Estado. Trump quis promover o discurso dos EUA explorados, e terminou dando impulso para a aceleração de acordos paralelos, como o do Mercosul com a União Europeia. É possível que a rearrumação global faça a Casa Branca recuar, ou rever os termos de suas relações bilaterais, mas a tendência é que o multilateralismo saia, em algum aspecto, mais consistente, depois dos ataques do tarifaço.
A aprovação do Conselho Europeu não deixa de ser uma resposta firme ao protecionismo norte-americano. Os pilares do liberalismo econômico, pelo menos aqueles erguidos para intensificar as trocas comerciais e a circulação de mercadorias e serviços no mundo, estão sendo minados pelo país que mais ganhou com o mercado global. O fechamento da economia e da política dos EUA, andando para trás na liberdade nos dois campos, é contrastado com a abertura de uma ponte de negócios entre a América do Sul e a Europa. Vale recordar que o ambiente econômico oxigenado atua na interação dos povos, gerando integração, envolvimento e trocas além da economia, na cultura e na sociedade. Assim, valores europeus e latino-americanos poderão se misturar e se fundir, sem perderem a identidade, nos próximos anos, com a intensificação do comércio entre os blocos.
A dimensão do acordo, maior já firmado no planeta, põe em evidência produtos, marcas, vocações e lugares de seus integrantes. Os parlamentos Europeu e de cada país do Mercosul ainda precisam aprovar o acordo, antes de sua vigência. Espera-se dos parlamentares que mantenham a visão de presente e futuro que o acordo resume, apoiando o multilateralismo, e com isso, a diversidade e a liberdade. Para que a ponte simbólica exerça sua função de unir os continentes, as pessoas e as empresas, e sirva como um modelo bem-sucedido para a civilização global.

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