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No celular em casa, descansando na praia ou no campo, quem sabe no computador do trabalho. Todo texto começa em algum lugar —inclusive este, que chega até você. E é justamente sobre esses pontos de partida que a Folha lança a série Lugar de Escrita, dedicada a mostrar os espaços onde autores constroem suas obras.
Cantinhos silenciosos, ambientes agitados, escritórios de prateleiras cheias são ambientes que moldam e refletem rotinas e métodos criativos. Na série produzida pelo editor Walter Porto em parceria com o fotojornalista Eduardo Knapp, o leitor pode ter um vislumbre do mecanismo por trás dos livros que chegam às suas mãos.
O percurso começa com a mais recente vencedora do prêmio Oceanos, Silvana Tavano. Seu lugar de escrita é um escritório silencioso que antes era o quarto de seu filho. Seu “parênteses mental”, como a escritora diz, fica entre estantes e seu MacBook.
Já o “cafofo” onde Lilia Guerra produz fica nos fundos de sua casa, abarrotado de livros, revistas, CDs e discos de vinil. A autora ouve música durante todo o dia, mas na hora de escrever trabalha sob a sinfonia de sons que entram pela janela.
Se o espaço revela algo sobre o resultado final, resta aos leitores julgar.
Acabou de Chegar
“Língua Interior” (trad. Bernardo Ajzenberg, DBA, R$ 114,90, 456 págs.) é o romance com que o argelino Kamel Daoud venceu o Prêmio Goncourt de 2024 ao dar voz a uma mulher sobrevivente da guerra civil da Argélia nos anos 1990. Em entrevista a Diogo Bercito, o autor conta que escreveu a história para lembrar memórias sufocadas pela anistia e as autoridades.
“Vítimas Perfeitas e a Política do Apelo” (trad. Rogério W. Galindo, Tabla, R$ 91, 288 págs.), do palestino Mohammed El-Kurd, reúne ensaios em que o autor critica a forma como a imprensa e o discurso internacional reduzem os palestinos aos papéis de vítimas ou terroristas. Segundo a obra, a crise palestina é também discursiva.
“A Nudez de Afrodite” (Difel, R$ 54,90, 140 págs.) transpõe para o papel a fórmula bem-sucedida do podcast Noites Gregas, no qual Cláudio Moreno narra episódios da Antiguidade clássica. O livro reúne crônicas centradas em personagens como Aquiles e Marco Aurélio. Para o crítico Reinaldo José Lopes, Moreno brilha mais ao destacar passagens e perspectivas que não são encontradas em manuais ou obras didáticas.
E mais
Novos livros, um documentário e uma ópera colocam em cena outra Chica da Silva, como conta a reportagem de Naief Haddad. Longe da figura lasciva e vingativa consagrada por romances, filmes e novelas, surge a mãe de 14 filhos que vive no século 18. Ancoradas nas pesquisas de Júnia Ferreira Furtado, as obras desmontam mitos e contribuem para o debate sobre a construção estereotipada da imagem de mulheres negras.
Em 2005, Andréa del Fuego lançou um livro de curto alcance. 20 anos depois, “Nego Tudo” (Companhia das Letras, R$ 59,90, 120 págs.) volta repaginado às livrarias como marco de uma literatura ainda pouco conhecida, as ficções súbitas. Tratam-se, como explica a repórter especial Anna Virginia Balloussier, de narrativas bastante curtas, que caberiam em um comentário no elevador que despenca.
A Cosac vai retomar a publicação de literatura com três estreias femininas na ficção. Segundo o Painel das Letras, a nova fase da editora inclui livros das brasileiras Lena Bergstein e Esther Faingold e da iraniana Négar Djavadi, além de uma nova sede em São Paulo.
Além dos Livros
A Fuvest divulgou a lista de leituras obrigatórias para as edições de 2030 a 2033 do vestibular. As novidades são históricas para a prova, como conta o Painel das Letras. Pela primeira vez a Fuvest vai cobrar literatura indígena, histórias em quadrinhos e um escritor asiático.
O Hay Festival, em Cartagena, enfrentou boicote na última semana após anunciar a venezuelana María Corina Machado em sua programação. Ao menos três autores cancelaram presença, criticando o apoio dela à intervenção na Venezuela ameaçada por Donald Trump. Corina não se pronunciou sobre os protestos e a organização manteve o convite, afirmando defender o diálogo plural.
Jane Austen completaria 250 anos na semana passada. A autora britânica segue como uma referência no gênero de romance e inspira mocinhas da ficção e da vida real a viverem suas histórias de amor. Entre as adaptações e releituras modernas estão “As Patricinhas de Beverly Hills”, Bridget Jones e também a série brasileira “Perdida”.
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