A visita de Lula junta João Campos e Raquel Lyra no mesmo palanque e expõe o cálculo silencioso que move as alianças em Pernambuco para 2026.
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A visita de Lula (PT) esta semana recoloca em cena um jogo político que nunca deixou de existir. Toda vez que os presidentes petistas se apertam em popularidade, resolvem aparecer em Pernambuco em busca de apoio. Era assim com o Lula do Mensalão e com a Dilma do Impeachment.
O presidente retorna ao estado em meio a uma crise nacional que envolve sua relação com o Senado e a nomeação de Jorge Messias ao STF.
Dentro desse contexto tenso, Lula busca no Nordeste o ambiente seguro que sempre encontrou e que serve como reafirmação simbólica de força.
A presença dele ao lado de João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) forma a moldura desse momento. A mensagem é de que “Lula une os opostos”, até os muito opostos, como o prefeito do Recife e a governadora de Pernambuco.
E isso faz reacender as discussões sobre palanque duplo lulista em Pernambuco.
Palanque compartilhado
A política pernambucana terá no mesmo palco Lula, João Campos e Raquel Lyra. O presidente tende a elogiar ambos, e ambos tendem a elogiar Lula. No entanto, a superfície harmoniosa não esconde as tensões.
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João Campos já declarou publicamente que é aliado de Lula e pode repetir esse gesto diante de Raquel, tentando criar um constrangimento calculado.
O PT local preferiria ter Raquel ao seu lado em 2026, mas depende de algo que ela não fará tão cedo. Para que esse apoio exista, a governadora precisaria declarar voto em Lula, algo impossível enquanto o PSD estiver construindo a pré-candidatura de Ratinho Júnior (PSD).
O dilema de Raquel
Raquel Lyra enfrenta um cenário que limita sua liberdade de movimento. Seu partido integra a base de Lula, mas trabalha um nome próprio para a disputa presidencial. Ratinho Júnior só assumirá essa posição se Tarcísio de Freitas (Republicanos) não entrar no jogo, e esse desfecho só será conhecido em abril de 2026, prazo de desincompatibilizações.
Enquanto isso, qualquer gesto da governadora em direção a Lula seria interpretado nacionalmente como uma quebra de alinhamento partidário. Por isso, Raquel mantém elogios ao governo federal, mas sem ultrapassar a fronteira que seu partido controla de perto.
Atraso
A inauguração da barragem de Panelas, que é o objetivo/desculpa do presidente, carrega outro componente relevante. Lula e João Campos vão comemorar a entrega de uma obra prometida há 15 anos, ainda no governo Eduardo Campos (pai do prefeito), após enchentes devastadoras na Mata Sul.
Das cinco barragens anunciadas, apenas uma havia sido entregue até aqui e outra só agora chega ao palanque presidencial, finalizada na gestão de Raquel Lyra, adversária do PSB.
É uma situação incômoda para o PSB porque expõe as falhas acumuladas ao longo de três gestões. Ainda assim, João Campos estará lá, dividindo o palco e dando vivas ao resultado.
Só abril define
Depois de tudo isso, o quadro geral seguirá indefinido. Só em abril de 2026 será possível saber quem se desincompatibiliza e qual será o arranjo nacional que determinará os movimentos locais. Tarcísio, Ratinho Júnior e o próprio João Campos podem mudar o rumo da disputa estadual e nacional. Até lá, visitas como a de agora servem para gerar muita especulação. E quase nada além disso.
Lula tenta recompor sua narrativa de unificador em meio à crise com o Legislativo. João Campos reforça proximidade para se proteger e se projetar como figura forte para o estado. Raquel aguarda a definição nacional para saber até onde poderá ir.
E quando o presidente deixar Pernambuco, tudo continuará igual até abril.






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