A cobertura de radares fixos por 10 mil veículos varia drasticamente. Quatro capitais não possuem sequer uma câmera de segurança em suas vias urbanas
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artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
– PREFEITURA DE FORTALEZA/DIVULGAÇÃO
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O estudo sobre os Indicadores Brasileiros de Fiscalização de Velocidade, divulgado nesta terça-feira (25/11), concluiu que existe uma discrepância no uso dos radares nas diferentes regiões do País. A análise detalhada das capitais, utilizando dados de fiscalização eletrônica do tipo fixo, deixou evidente que a cobertura de dispositivos fixos (radares) por 10 mil veículos varia drasticamente.
Para se ter ideia da situação, quatro capitais não possuem sequer uma câmera de segurança em suas vias urbanas. Enquanto outras têm um número mínimo de radares até mesmo em rodovias, onde o tráfego intenso e pesado de veículos evidencia a importância do controle de velocidade para minimizar a severidade das colisões – quase sempre com feridos e mortos.
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O estudo foi realizado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e com apoio da Associação Brasileira das Empresas de Engenharia de Trânsito (Abeetrans). A análise integrou dados públicos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), DataSUS, Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Confira o índice de radares de velocidade por capitais e cidades AQUI
O indicador de nível geral de fiscalização eletrônica (IF1), que mede a quantidade de câmeras de segurança (radares fixos) por grupo de 10 mil veículos, varia drasticamente. Enquanto Brasília (DF) lidera o ranking de capitais com o maior nível geral de fiscalização (IF1), registrando 7,50 câmeras de segurança por 10 mil veículos, Florianópolis (SC) possui o menor índice geral entre as capitais, com apenas 0,08 radares por 10 mil veículos.
DISPARIDADE ENTRE CAPITAIS
A disparidade entre as capitais se aprofunda ao analisar especificamente as vias urbanas (IF2) e rodovias (IF3). Nas vias urbanas (IF2), as diferenças são mais evidentes: Goiânia (GO) obteve o melhor desempenho, com 4,75 câmeras de segurança por 10 mil veículos em vias urbanas. Em seguida, estão as capitais Palmas (TO), com 3,98 câmeras, e Cuiabá (MT), com 3,81.
No extremo oposto, Florianópolis (SC), Manaus (AM, Maceió (AL) e Vitória (ES) não possuem nenhuma câmera de segurança em suas vias urbanas, registrando um IF2 de 0,00. O Recife, por exemplo, tem uma fiscalização abaixo do nível mínimo recomendado. Confira os números da capital pernambucana:
Nível de Fiscalização Atual: 2,97 câmeras de segurança/10 mil veículos)
Número Atual de Câmeras: 219
Nível de Fiscalização Mínimo: 3,23 câmeras de segurança/10 mil veículos)
Número Mínimo de Câmeras: 238
A diferença também é notável nas rodovias. Brasília (DF) também lidera o nível de fiscalização em rodovias (IF3), com 5,92 câmeras de segurança por 10 mil veículos. Boa Vista (RR), por sua vez, registrou um dos menores índices de fiscalização em rodovias entre as capitais (0,04 câmeras de segurança por 10 mil veículos).
EFETIVIDADE DOS RADARES COMPROVADA

O Recife, por exemplo, tem uma fiscalização abaixo do nível mínimo recomendado. Tem 2,97 radares por grupo de 10 mil veículos e deveria ter, no mínimo, 3,23 – WELINGTON LIMA/JC IMAGEM
A disparidade na presença das câmeras é relevante porque o estudo demonstrou a efetividade da fiscalização eletrônica de velocidade. A análise de correlação entre o nível geral de fiscalização e o nível de obediência é estatisticamente significativa. Onde o nível de fiscalização eletrônica é maior, o número de infrações de velocidade por câmera de segurança é menor, o que comprova que o uso desses dispositivos reduz a incidência do comportamento de risco do excesso de velocidade.
Em termos nacionais, a média brasileira de nível geral de fiscalização (IF1) é de 2,09 câmeras de segurança por 10 mil veículos. Contudo, a variação entre as Unidades da Federação chega a 7,50 no Distrito Federal e 0,12 no Amazonas, evidenciando que o Brasil ainda enfrenta um cenário de grande lacuna no uso de câmeras de segurança nas diferentes regiões.
Ranking das capitais a partir do nível geral de fiscalização eletrônica de velocidade (IF1), em vias urbanas (IF2) e em rodovias (IF3)
UF Município IF1 (geral) IF2 (vias urbanas) IF3 (rodovias)
DF BRASÍLIA 7,50 1,58 5,92
GO GOIÂNIA 5,83 4,75 1,08
TO PALMAS 5,30 3,98 1,31
MT CUIABÁ 4,02 3,81 0,20
PB JOÃO PESSOA 3,75 3,48 0,26
CE FORTALEZA 3,67 2,86 0,81
PR CURITIBA 3,54 3,19 0,35
PE RECIFE 2,92 1,38 1,53
RJ RIO DE JANEIRO 2,86 1,63 1,23
RS PORTO ALEGRE 2,49 2,43 0,05
BA SALVADOR 2,31 2,03 0,29
RN NATAL 2,21 1,19 1,02
PI TERESINA 1,95 1,02 0,93
PA BELÉM 1,88 1,80 0,08
AP MACAPÁ 1,87 1,71 0,16
SE ARACAJU 1,86 1,57 0,29
MS CAMPO GRANDE 1,75 0,88 0,88
SP SÃO PAULO 1,64 1,52 0,12
MA SÃO LUÍS 1,30 0,62 0,68
RR BOA VISTA 1,09 1,05 0,04
MG BELO HORIZONTE 0,92 0,69 0,23
AC RIO BRANCO 0,70 0,60 0,09
RO PORTO VELHO 0,56 0,22 0,34
AL MACEIÓ 0,47 0,00 0,47
AM MANAUS 0,12 0,00 0,12
ES VITÓRIA 0,09 0,00 0,09
SC FLORIANÓPOLIS 0,08 0,00 0,08
Fonte: Tabela 2.6, com informações baseadas em dados sobre fiscalização eletrônica de velocidade, onde IF1, IF2 e IF3 representam a quantidade de câmeras fixas de segurança por grupo de 10 mil veículos no local correspondente.
Confira o estudo na íntegra:
Estudo – Indicadores Brasileiros Sobre Fiscalizacao de Velocidade 29102025-108172 (1) by Roberta Soares

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