Depois da chantagem por Bolsonaro não surtir efeito, Donald Trump sofre pressão interna e perde apoio nos EUA, com a economia em xeque
JC
Publicado em 22/11/2025 às 0:00
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A imposição de sobretaxa desproporcional, de viés protecionista e autoritário, sobre produtos importados ao Brasil, pelos Estados Unidos, não apresentava justificativa econômica plausível. Duras críticas à medida foram feitas dentro do país, no âmbito do Congresso, e por empresários e consumidores norte-americanos. Do lado brasileiro, diversas tentativas frustradas do Itamaraty argumentaram a questão por seu descabimento econômico, e pelo caráter de ataque à soberania da Justiça e da política nacional, no julgamento de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal.
Com pressão por todos os lados, mas sobretudo diante da perspectiva de perda de popularidade, além dos prejuízos financeiros, o presidente Donald Trump voltou atrás, e retirou o tarifaço a centenas de produtos brasileiros. A meia-volta da Casa Branca não é favor nem benevolência. O cálculo político do revés na economia e o receio de impopularidade fizeram com que Trump – o que não deixa de ser mais frequente do que o usual para um ocupante de seu posto – resolvesse dar a ré na ríspida taxação aos brasileiros. A ampliação da lista de isenções à sobretaxa de 40% alcança produtos importantes, como frutas, carne e café. As negociações avançaram com as conversas de Trump com Lula, mas dificilmente teriam ido adiante sem os obstáculos encontrados pelo presidente norte-americano em seu país, para dar continuidade ao disparate tributário.
Talvez mais cedo do que Trump esperava, a inflação ensaiou uma alta que poderia ecoar da economia para a política, com eleições de meio de mandato no ano que vem, cruciais para a composição partidária no Congresso. Antes de o estrago se consumar, o republicano preferiu dar um passo atrás na retórica sem lógica, enquanto também estreitava os laços com Lula. Assim, a boa química populista pode ter acelerado a revisão do tarifaço de origem na simpatia bolsonarista.
Uma nota da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) indica o contexto abrangente do retorno a uma situação normalizada entre os países. “A reversão reforça a estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para todos os países envolvidos, inclusive para a carne bovina brasileira”, sustenta a Abiec, que ao mesmo tempo em que aplaude a condução do problema pelo governo brasileiro, aponta a lição da diversificação das exportações, que vale para todos os setores. “A Abiec seguirá atuando de forma cooperativa para ampliar oportunidades e fortalecer a presença do Brasil nos principais mercados globais”, diz a nota.
Embora restem dúvidas quanto ao comportamento de Trump na iminência da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, a tendência é a estabilização dessa agenda, no horizonte político tanto no Brasil, quanto, sobretudo, nos Estados Unidos. A chave política é outra, as negociações aconteceram com as participações dos próprios presidentes, e o cenário não parece favorecer uma reviravolta pelo tarifaço.



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