O recuo do PSB vira estratégia para evitar ataques sobre seu passado de rejeição, enquanto aliados ocupam o papel de oposição na Assembleia.
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A cena política de Pernambuco vive um momento singular, cheio de silêncios estratégicos e movimentos de preservação dos socialistas já pensando na eleição de 2026, enquanto usam aliados de outros partidos. A oposição ao governo Raquel Lyra (PSD), que deveria funcionar como contraponto permanente ao Palácio, encolheu desde que deu errado uma CPI para investigar algo que a Justiça, rapidamente, decidiu que não existia.
E o recuo não é apenas perceptível como reação natural ou frustração por um planejamento que deu errado. Ele é pensado, calculado e diretamente conectado às ambições eleitorais do PSB, sobretudo às de João Campos (PSB).
Oposição retraída
O PSB é oposição, tem a maior bancada da Assembleia, mas nunca assumiu de fato a linha de frente dos oposicionistas. Primeiro, delegou essa tarefa a Dani Portela (PSOL), que fazia o enfrentamento enquanto o partido se mantinha protegido nos bastidores.
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Após sua saída para disputar a prefeitura do Recife, a liderança formal passou Diogo Moraes e agora está com Cayo Albino, mas sem mudança real no comportamento da bancada. Ambos são socialistas, mas o trabalho de oposição seguiu sendo feito por aliados de outros partidos.
Álvaro Porto protagonista
Nesse vácuo, o presidente da Assembleia, Álvaro Porto (PSDB), é quem tem ocupado um papel improvável. É ele quem sobe à tribuna para criticar o governo, como se fosse o líder da oposição.
A situação é incomum porque rompe a lógica institucional da Casa. A presidência deveria arbitrar, não liderar enfrentamentos. Mas a omissão do PSB nos últimos dias abriu espaço para essa distorção, quase como uma necessidade para a afirmação da Casa nas disputas com o Palácio.
O telhado de vidro
A razão para o silêncio socialista é típica dentro do partido que costuma usar aliados como linha de frente para obter ganhos eleitorais sem desgaste e sempre encontra quem faça o serviço. E, nesse caso, trata-se da cautela com o telhado de vidro.
O PSB carrega a memória de dezesseis anos de governo no estado e mais de uma década no Recife. Cada crítica feita ao governo atual pelos socialistas volta como um bumerangue.
A base de Raquel Lyra reage imediatamente lembrando problemas acumulados nas gestões de Paulo Câmara e, mais recentemente, apontando atrasos e aditivos em obras do Recife sob João Campos.
O cálculo eleitoral
Com Campos cotado para disputar o governo, a ordem no PSB parece ser proteger sua imagem. O prefeito já teve quase setenta por cento de intenções de voto em pesquisas. Hoje está na casa dos cinquenta.
O número ainda é alto, mas a trajetória é de queda. E críticas diárias na Assembleia, antecipando a conexão entre o prefeito do Recife e os anos difíceis do estado com o PSB, podem acelerar um desgaste que o partido tenta evitar a todo custo.
O silêncio pode durar?
A consequência é uma oposição enfraquecida, que deixa de fazer o debate necessário sobre o estado e delega isso aos aliados. No curto prazo, isso atende ao interesse do PSB. No longo prazo, resta a dúvida sobre até quando esse silêncio será sustentável.
A proximidade da desincompatibilização e a evolução das pesquisas vão dizer se o partido manterá o recuo ou se será obrigado a voltar ao front político para não perder relevância no debate estadual.
As últimas campanhas socialistas sempre tentavam esconder alguém para evitar associação com os maus resultados das gestões. Geraldo Julio (PSB) já escondeu Paulo Câmara. João Campos foi eleito escondendo Geraldo Julio.Agora, João Campos vai esconder o PSB inteiro?


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