Espetáculo ‘Alices’ denuncia feminicídio no Brasil com realismo fantástico

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Espetáculo ‘Alices’ denuncia feminicídio no Brasil com realismo fantástico


Dados do Monitor de Feminicídios no Brasil mostram que mais de 900 mulheres foram mortas no primeiro semestre de 2025 e outras 2.000 quase morreram por violência de gênero. Frente a esses números, o teatro funciona também como espaço de denúncia e luto com “Alices”, espetáculo que estreia no dia 13 de novembro no Sesc Pinheiros.

Com dramaturgia de Jarbas Capusso Filho e direção de Joana Dória, a narrativa mistura fantasia com dados e imagens do mundo real ao acompanhar duas mulheres chamadas Alice (interpretadas por Nicole Cordery e Fábia Mirassos).

As duas se conhecem em uma espécie de limbo e se escutam com respeito e atenção. Lá, descobrem que têm muito mais em comum do que os nomes: a violência de gênero.

Não é o primeiro trabalho de Joana a abordar o tema. Ela dirigiu “Garotas Mortas”, da Coletiva Palabreria. A diferença, segundo ela, está na abordagem: “Alices” parte de uma dramaturgia ficcional, com personagens inventadas em um ambiente fantástico, enquanto “Garotas Mortas” era baseada em um livro de não-ficção.

“O que procuro investigar com diferentes abordagens, a partir de um mesmo tema, é a possibilidade de estabelecer relações com públicos diversos a cada experiência”, explica. “Ficarei feliz em abrir mão de temas como esse, assim que a violência de gênero virar assunto de arqueólogo”.

Segundo a diretora, a peça tem papel de denúncia do feminicídio na sociedade brasileira, mas também honra a memória de tantas mulheres que morreram. A peça seria como um trabalho de formiguinha, avalia ela.

“Nós precisamos fazer trabalhos dessa natureza, pois achamos insuportável ficar quietas ou simplesmente não fazer nada”, afirma.

“Numa sociedade que ensinou as mulheres que elas deveriam se calar e se sujeitar à violência masculina, nossa peça vem demonstrar o oposto. Precisamos falar e nos acolher, umas às outras, sem qualquer julgamento”.



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