Brasileiro redefine prosperidade como autonomia e identidade, não só consumo; e vê crédito como cidadania, aponta pesquisa Itaú/Consumoteca
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
São Paulo-SP – A relação do brasileiro com as finanças passou por uma transformação histórica: o foco na estabilidade, prioridade de gerações passadas, deu lugar à busca ativa por prosperidade, autonomia e bem-estar financeiro.
Essa mudança comportamental e cultural foi o tema central do evento “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, promovido pelo Itaú Unibanco na última quarta-feira (22), no Museu de Arte de São Paulo (MASP), em São Paulo-SP.
O encontro apresentou os resultados de uma pesquisa realizada pelo Itaú em parceria com o Grupo Consumoteca, que revelou que o brasileiro deixou de ser espectador para se tornar protagonista de sua vida financeira.
Para analisar a profundidade desse movimento, o evento contou com a palestras de João Araújo, diretor de Estratégia e Ciclo de Vida do Cliente do Itaú Unibanco, e uma mesa de debate que reuniu o antropólogo Michel Alcoforado, o próprio João Araújo, a atriz Fernanda Torres e a advogada Gabriela Prioli, com mediação de Pâmela Vaiano, diretora de comunicação corporativa do Itaú Unibanco.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

A atriz Fernanda Torres foi uma das convidadas do evento “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, promovido pelo Itaú Unibanco no Museu de Arte de São Paulo (MASP) – DIVULGAÇÃO/ITAU UNIBANCO
O tabu e a necessidade de “coisificar” o dinheiro
Durante o evento, o antropólogo e sócio-diretor da Consumoteca, Michel Alcoforado, explorou a dimensão cultural e emocional que historicamente marcou a relação do brasileiro com o dinheiro, identificando a quebra de um antigo tabu.
Alcoforado apontou que há uma dificuldade intrínseca em discutir abertamente o tema: “Boa parte do nosso apego às coisas do Brasil é a nossa dificuldade de falar e de pensar dinheiro, em como isso é um assunto proibido”.
Essa dificuldade em verbalizar a riqueza leva a um comportamento de ostentação. Segundo o antropólogo, como não se fala sobre dinheiro no cotidiano, é preciso “comprar as coisas para despertar nos outros a capacidade imaginativa: que é o outro fazer uma conta de quanto dinheiro você tem pelas coisas que você está carregando”.
Ele resume essa dinâmica afirmando que: “A gente está sempre tentando transformar dinheiro em ‘coisa’ para entender quanto dinheiro a gente tem”.
A pesquisa, no entanto, mostra que esse cenário está mudando: 78% dos brasileiros hoje afirmam não sentir mais desconforto em falar de dinheiro, rompendo esse tabu histórico.
A prosperidade como identidade e autonomia
Michel Alcoforado também detalhou como o significado de prosperidade evoluiu no Brasil. Enquanto nas décadas passadas a estabilidade era o objetivo principal — nos anos 80, por exemplo, significava “não passar necessidade”, e nos anos 90 e 2000, o consumo era visto como “sinônimo de inclusão social” —, o foco atual é outro.
Na “era da inteligência assistiva”, o brasileiro busca “prosperar com autonomia, segurança e controle sobre suas escolhas”. Nessa nova fase, o dinheiro transcendeu a função de mera sobrevivência para se tornar “um marcador de identidade, valores e aspirações”.
Os dados do estudo confirmam essa busca ativa por autonomia: 83% dos brasileiros procuram novas formas de lidar com as finanças, priorizando estratégias inteligentes de investimento.

Michel Alcoforado foi um dos convidados do evento “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, promovido pelo Itaú Unibanco no Museu de Arte de São Paulo (MASP) – DIVULGAÇÃO/ITAU UNIBANCO
O crédito como cidadania e o novo papel dos bancos
A nova mentalidade proativa dos brasileiros também redefiniu o papel das ferramentas financeiras. O crédito, antes visto por parte da população apenas como dívida, é agora enxergado como uma alavanca para prosperar. Uma grande fortaleza da sociedade brasileira, segundo Alcoforado, é a possibilidade de antecipar a compra e pagar depois. Ele defende que “Quando eu antecipo o consumo, também estou antecipando cidadania. Eu acho o consumo fundamental para cidadania”.
Essa transformação impacta diretamente a relação com as instituições financeiras. Alcoforado observou a evolução do papel do banco, que está deixando de ser um mero local de transações. “O banco vai deixando de ser um lugar onde a gente só bota nossa graninha para proteger o dinheiro que a gente não consegue guardar em casa,” ele explica.
O novo papel é estratégico: o banco “vai assumindo um lugar, muito fundamental, de um espaço de apoio para ajudar a me organizar, tomar decisões e prosperar”.
De fato, 41% dos brasileiros já consideram que o banco tem um papel mais consultivo e de organização financeira, contrastando com os 22% que mantêm a visão de que a instituição é apenas um local transacional ou para guardar dinheiro.
O apoio da inteligência assistiva
A jornada rumo à prosperidade consciente é complementada pela tecnologia. Na visão de Alcoforado, o avanço tecnológico na chamada “nova era da inteligência assistiva” é uma resposta à demanda por equilíbrio.
As pessoas buscam “proximidade, personalização e suporte ativo no dia a dia”, mas querem manter a autonomia de suas escolhas. A tecnologia, neste contexto, deve oferecer “suporte consultivo que ajude a reduzir o peso emocional das decisões financeiras,” permitindo que o brasileiro avance em sua jornada de protagonista financeiro.
/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-pequeno-tanque-raso-de-ag-2921011227.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-vaso-sanitario-sendo-limp-2920522431.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-xicara-de-cha-verde-ao-la-2920590028.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-mao-escrevendo-lista-de-c-2920692235.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-pequeno-tanque-raso-de-ag-2921011227.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/magnific-vaso-sanitario-sendo-limp-2920522431.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)

