O voto consolida a posição de Barroso, que sempre defendeu publicamente a autonomia feminina. “As mulheres são seres livres e iguais”
JC
Publicado em 17/10/2025 às 20:29
| Atualizado em 17/10/2025 às 20:30
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Em uma de suas últimas decisões como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso votou nesta sexta-feira pela descriminalização da interrupção voluntária da gravidez até a 12ª semana de gestação. O voto foi proferido a um dia de sua aposentadoria compulsória da Corte.
Barroso acompanhou o voto já proferido pela ministra aposentada Rosa Weber e defendeu que a questão do aborto deve ser tratada como um problema de saúde pública, e não de direito penal.
“A interrupção da gestação deve ser tratada como uma questão de saúde pública, não de direito penal”, escreveu o ministro em seu posicionamento. Ele argumentou que a discussão central não é ser “contra ou a favor do aborto,” mas sim definir “se a mulher que passa por esse infortúnio deve ser presa”.
POSIÇÃO DE BARROSO
O voto consolida a posição de Barroso, que sempre defendeu publicamente a autonomia feminina. “As mulheres são seres livres e iguais, dotadas de autonomia, com autodeterminação para fazerem suas escolhas existenciais”, afirmou.
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}
O ministro se junta, assim, à ministra Rosa Weber, que havia votado a favor da descriminalização em 2023, antes de se aposentar. Na ocasião, Weber classificou a criminalização como uma forma de violência institucional.
O placar do julgamento, portanto, está em dois votos a zero a favor da descriminalização.
AÇÃO EM VOTAÇÃO
O caso em questão é uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) apresentada pelo PSOL em 2017, que solicita ao STF a exclusão da criminalização do aborto realizado nas primeiras 12 semanas de gravidez. O partido argumenta que a criminalização viola uma série de princípios constitucionais, incluindo a dignidade humana, a saúde e os direitos reprodutivos das mulheres.
O julgamento da matéria, que estava no Plenário Virtual, foi suspenso em setembro de 2023 quando Barroso pediu destaque, levando-o para o Plenário físico, onde agora poderá ser retomado. A data para a conclusão da análise, no entanto, permanece indefinida.
Em falas recentes, Barroso havia reiterado sua visão de que o papel do Estado é evitar o aborto por meio de políticas públicas, mas não penalizar a mulher que recorre ao procedimento. “Ninguém é a favor do aborto. O papel do Estado é evitar que ele aconteça, dando educação sexual, distribuindo contraceptivos, amparando a mulher que queira ter filho”, disse o ministro em setembro, defendendo que a penalização não é a solução.

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609777995.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609798488.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)







/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609777995.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609798488.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)