Especialistas alertam que exposição prolongada às telas intensifica ansiedade, impulsividade e isolamento social em grupos neurodivergentes
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O uso constante de celulares, tablets e computadores já mostra efeitos nocivos na saúde mental de crianças e adolescentes.
Entre os mais afetados estão os que têm neurodivergências, especialmente TDAH e autismo, cujos sintomas de ansiedade, impulsividade e dificuldades de socialização são agravados pela exposição prolongada às telas.
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A rotina de quem vive com neurodivergências
Rafaela Soares, 36 anos, é jornalista e especialista em marketing, ela deixou a carreira para se dedicar integralmente aos filhos: Ruan, de 11 anos, diagnosticado com TDAH, TOD e deficiência intelectual leve (DI); e Heitor, de 8, que tem apraxia da fala e transtorno do espectro autista (TEA). Rafaela relata que o equilíbrio no uso das telas é uma tarefa diária e necessária.
“É uma luta constante, porque eles adoram os eletrônicos, mas percebo como isso interfere no comportamento, principalmente do Ruan. Então tento sempre buscar brincadeiras ao ar livre, atividades em família e momentos longe do celular. Desopilar das telas é essencial para eles e para mim também”, conta.
O que dizem os especialistas
No caso de pessoas com TDAH/TDA, o ambiente digital oferece estímulos constantes e recompensas rápidas, o que reforça comportamentos impulsivos e reduz ainda mais a capacidade de concentração em atividades que exigem foco sustentado, como leitura, estudos e conversas presenciais.
A preferência por conteúdos curtos e imediatos também dificulta o engajamento em tarefas cotidianas, contribuindo para o aumento da frustração e da ansiedade. Entre os que estão no espectro autista, os prejuízos se acentuam por conta da sensibilidade sensorial característica desse grupo.
Segundo a psicoterapeuta Ana Paula Calado, da Clínica Mundos, estudos já comprovam alterações cerebrais ligadas à atenção e ao controle emocional em jovens superexpostos às telas.
“Estudos científicos recentes apontam que o uso intenso de dispositivos eletrônicos está relacionado a alterações em padrões neurológicos, sobretudo nas áreas cerebrais ligadas à atenção, controle emocional e tomada de decisões”, explica.
“As telas emitem luzes intensas, sons variados e movimentos acelerados, que podem provocar sobrecarga sensorial e crises emocionais. Além disso, o uso contínuo de dispositivos pode intensificar o isolamento social, reduzindo as oportunidades de interação no mundo real e comprometendo o desenvolvimento de habilidades socioemocionais”, diz.
Não são só os jovens
Os efeitos também atingem adultos. Entre eles estão distúrbios do sono, maior risco de depressão e ansiedade, além de sedentarismo. A luz azul emitida à noite reduz a melatonina, comprometendo o descanso.
“Além dos danos neurológicos e comportamentais, a dependência digital compromete aspectos importantes da vida, como o convívio familiar, o rendimento profissional e a saúde física”, reforça a especialista.
Caminhos possíveis
Atividades manuais, contato com a natureza e hobbies analógicos são alternativas para reduzir a dependência tecnológica.
“Não é negar a tecnologia, mas usá-la de forma consciente. Estar presente no mundo real nos devolve equilíbrio e humanidade”, completa Ana Paula.
Dicas para reduzir o tempo de tela em casa
- Defina horários para uso de celulares e videogames;
- Incentive atividades ao ar livre e esportivas;
- Estimule hobbies como leitura, pintura e música;
- Faça refeições em família sem dispositivos;
- Dê o exemplo: adultos também devem limitar o tempo online.

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