O galpão de ares industriais no bairro paulistano da Barra Funda ainda é a casa principal da Fortes D’Aloia & Gabriel, mas a galeria, uma das mais influentes no cenário do país, fez como suas grandes rivais e decidiu abrir no coração dos Jardins um segundo espaço, mais perto dos colecionadores e do PIB que orbita a Faria Lima, centro financeiro do país.
Em novembro, um segundo cubo branco comandado por Marcia Fortes, Alessandra D’Aloia e Alexandre Gabriel, além de uma leva de outros sócios recém-integrados ao comando das operações, abre as portas na esquina da rua Barão de Capanema com a alameda Ministro Rocha Azevedo. O projeto arquitetônico é da Metro, a mesma casa por trás do novo Masp e da futura sede da Almeida & Dale, o que faz deles os queridinhos da arquitetura de ponta na cidade.
Na estreia, o novo endereço da galeria apresenta um diálogo entre as obras dos artistas Luiz Zerbini, um dos maiores pintores do país, conhecido por suas paisagens tão exuberantes quanto cáusticas inspiradas no caleidoscópio urbano do Rio de Janeiro, com as de Frank Walter, artista de Antígua e Barbuda, uma ilha no Caribe, que foi construtor de densas paisagens tropicais.
Essa abertura da casa nos Jardins reflete um movimento de volta às origens que muitas galerias que se aventuraram por galpões mais espaçosos na Barra Funda precisaram fazer para estar mais perto de seus colecionadores mais endinheirados e avessos à região central.
Foi assim com a extinta Baró, com a Mendes Wood DM, nascida nos Jardins, depois instalada na Barra Funda, onde ainda mantém seu principal espaço paulistano, e agora também com um casarão em Pinheiros, entre outras. A Luis Maluf é outra que opera dois espaços, um mais com cara de butique nos Jardins e outro na Barra Funda.
O galpão da Fortes D’Aloia & Gabriel, com uma sofisticada reforma do arquiteto Rodrigo Cerviño, o mesmo por trás do pavilhão de Adriana Varejão, no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, foi pioneiro nessa tentativa de fazer do antigo bairro industrial da zona oeste uma espécie de Chelsea paulistano, inspirado no bairro nova-iorquino de velhos galpões de fábrica e ramais ferroviários desativados à beira do rio Hudson, no lado oeste de Manhattan.
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