Pressão alta descontrolada pode ser sinal de tumor raro nas glândulas suprarrenais

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Pressão alta descontrolada pode ser sinal de tumor raro nas glândulas suprarrenais


Quando a pressão alta parece não responder a medicamentos convencionais, pode haver uma causa menos conhecida por trás do problema: o feocromocitoma. Esse tumor raro se desenvolve nas glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins, e pode desencadear crises hipertensivas graves e outros sintomas perigosos.

Embora a maioria dos feocromocitomas seja benigna, o impacto na saúde pode ser significativo, especialmente quando o diagnóstico é tardio. Em alguns casos, o tumor pode se tornar maligno e se espalhar para outras partes do corpo.

O que é o feocromocitoma?

O feocromocitoma afeta as glândulas responsáveis por produzir hormônios como adrenalina e noradrenalina, que ajudam a regular a pressão arterial e a resposta ao estresse. Quando há um tumor, essas substâncias são liberadas em excesso, provocando picos de pressão e batimentos cardíacos acelerados.

Diferente da hipertensão comum, a provocada pelo feocromocitoma costuma ser difícil de controlar e pode surgir em crises intermitentes, o que torna o diagnóstico um desafio.

O feocromocitoma eleva a pressão por meio da liberação excessiva de hormônios adrenérgicos – iStock/Siarhei Khaletski

Sintomas comuns do feocromocitoma

O sintoma mais característico é a pressão arterial elevada, que pode ser persistente ou surgir em episódios. Além disso, os pacientes podem apresentar:

  • Palpitações ou batimentos cardíacos acelerados
  • Sudorese intensa
  • Dores de cabeça frequentes
  • Tremores
  • Náuseas e vômitos
  • Ansiedade intensa
  • Pulso muito rápido

Esses sintomas podem durar de minutos a horas e, muitas vezes, são desencadeados por situações de estresse, exercícios físicos, ingestão de cafeína ou uso de determinados medicamentos.

Por que esse tumor causa hipertensão?

O feocromocitoma eleva a pressão por meio da liberação excessiva de hormônios adrenérgicos, que causam a contração dos vasos sanguíneos e aumentam a frequência dos batimentos cardíacos. Com isso, o coração trabalha com mais força e a pressão arterial sobe de forma descontrolada.

Muitos pacientes passam anos tratando a hipertensão sem sucesso, até descobrirem que têm esse tumor. Nesses casos, a pressão alta é chamada de resistente, pois não responde às terapias tradicionais.

Quando suspeitar e procurar ajuda médica?

Se você ou alguém da sua família apresenta hipertensão difícil de controlar, associada a outros sintomas como tremores, suor excessivo e taquicardia, é essencial procurar um especialista.

Cardiologistas, endocrinologistas e nefrologistas são os profissionais indicados para investigar o feocromocitoma por meio de exames laboratoriais e de imagem.

Tratamento do feocromocitoma

A forma mais comum de tratamento é a cirurgia para remoção do tumor, que pode incluir parte da glândula ou toda a glândula afetada. Antes do procedimento, é comum que o paciente inicie um tratamento com medicamentos que bloqueiam os efeitos dos hormônios adrenérgicos, ajudando a estabilizar a pressão e o ritmo cardíaco.

Nos casos em que o tumor é maligno ou se espalhou, outras abordagens terapêuticas podem ser necessárias, incluindo radioterapia ou quimioterapia.

Embora raro, o feocromocitoma é uma condição potencialmente perigosa, principalmente porque pode passar despercebido por anos. Por isso, é fundamental que pessoas com crises hipertensivas frequentes e de difícil controle sejam avaliadas com atenção. O diagnóstico precoce pode não só aliviar os sintomas, como evitar complicações graves no coração, cérebro e rins.





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