12 ANOS
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Após uma polêmica viagem ao Chile em 2018, que resultou em uma série de renúncias, o papa pediu desculpas por ter defendido erroneamente um bispo
AFP
Publicado em 21/04/2025 às 8:47
| Atualizado em 21/04/2025 às 9:23
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O papa Francisco, que faleceu nesta segunda-feira (21) aos 88 anos, completou em 13 de março deste ano 12 anos de pontificado. Durante esse período, tomou decisões marcantes que, por vezes, enfrentaram forte resistência dentro da própria Igreja Católica.
A seguir, as principais medidas adotadas por Francisco desde sua eleição.
Luta contra a pedofilia na Igreja
A multiplicação dos escândalos de agressões sexuais contra menores dentro da Igreja, desde a Irlanda até a Alemanha, passando pelos Estados Unidos e Chile, tem sido um de seus desafios mais difíceis.
Após uma polêmica viagem ao Chile em 2018, que resultou em uma série de renúncias e expulsões de destaque, o papa argentino pediu desculpas publicamente por ter defendido erroneamente um bispo.
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Em 2019, expulsou o cardeal americano Theodore McCarrick, declarado culpado por abuso sexual de menores. Um gesto significativo que colocou em prática a política de “tolerância zero”.
Nesse mesmo ano, uma cúpula sem precedentes sobre a proteção de menores, realizada no Vaticano, levou a uma série de medidas concretas, como a eliminação do segredo pontifício sobre esses crimes, a obrigatoriedade para religiosos e leigos de denunciar qualquer caso à hierarquia e a criação de plataformas de escuta em dioceses ao redor do mundo, entre outras.
No entanto, o segredo da confissão continuou sendo inquebrantável.
Diplomacia e “periferias”
Em suas 47 viagens ao exterior, Jorge Mario Bergoglio priorizou a visita às “periferias” do mundo, especialmente em países marginalizados do Leste Europeu, América Latina e África.
O primeiro papa latino-americano é um grande defensor do multilateralismo e denuncia incessantemente a guerra e o comércio de armas.
Além disso, defende o diálogo com todas as religiões, especialmente com o Islã, como demonstrou em uma visita histórica ao Iraque em 2021.
Também conseguiu um acordo inédito com o regime comunista da China, em 2018, sobre a delicada questão da nomeação de bispos.
A diplomacia da Santa Sé também trabalhou para a reaproximação histórica entre Cuba e os Estados Unidos em 2014 e apoiou o processo de paz na Colômbia.
A Igreja de Francisco também se envolveu em vários conflitos regionais na América Latina e na África.
No entanto, no caso da guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa em fevereiro de 2022, não conseguiu se impor.
Esse conflito também interrompeu a gradual reaproximação com o patriarca ortodoxo russo Cirilo, com quem conseguiu um encontro histórico em 2016, o primeiro entre os líderes das Igrejas do Oriente e do Ocidente desde o cisma de 1054.
Migrações, meio ambiente e comunidade LGBTQ+
Francisco defende uma Igreja aberta a “todos” e tem multiplicado os gestos em favor de divorciados recasados e fiéis LGBTQ+.
No final de 2023, autorizou a bênção de casais do mesmo sexo, uma decisão que gerou rejeição em setores conservadores da África e dos Estados Unidos.
Da ilha italiana de Lampedusa ao campo de refugiados grego de Lesbos, o pontífice argentino defendeu os migrantes e pediu que sejam acolhidos sem distinção, pois fogem da guerra e da miséria.
Dias antes de sua hospitalização em fevereiro, o papa disse que as deportações de migrantes irregulares nos Estados Unidos de Donald Trump “feriam a dignidade” das pessoas.
Em sua encíclica “Laudato Si” (2015), clamou por uma “revolução verde” e criticou o “uso irresponsável dos bens que Deus colocou” à disposição na Terra, defendendo a “ecologia integral”.
Em 2020, escreveu uma exortação em defesa da Amazônia, após consultar no Vaticano todos os líderes religiosos e indígenas desse vasto território, introduzindo o que chamou de “pecado ecológico”.
Reformas
O papa Francisco buscou implementar uma reforma profunda da Cúria Romana — o governo central da Igreja — para fortalecer o processo de escuta das igrejas locais e dar mais espaço aos leigos e às mulheres.
Essas reformas, algumas criticadas internamente, foram concretizadas com a entrada em vigor, em 2022, de uma nova Constituição, que reorganizou os dicastérios (ou ministérios) e deu prioridade à evangelização.
Francisco também renovou o obscuro setor das finanças do Vaticano, envolvido em escândalos, com a criação, em 2014, de um Secretariado para a Economia.
Foi estabelecido um marco para investimentos, implementadas medidas anticorrupção e ordenado o saneamento do Banco do Vaticano, com o fechamento de 5 mil contas.
Ele também revolucionou o Sínodo, uma reunião mundial de bispos, ao incluir pela primeira vez mulheres e leigos.
Mas essas reformas lhe renderam críticas sem precedentes dentro da Igreja, especialmente quando restringiu o uso da missa em latim em 2021, irritando o setor mais tradicionalista.
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