O caminho é a concessão

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O caminho é a concessão



O início do mês de setembro marca a preparação tradicional que se confunde com o aproveitamento do calor de verão nas praias do Nordeste. Em Pernambuco, os litorais sul e norte, tendo a capital como referência, apresentam realidades distintas em termos de estrutura para o turismo. Mesmo assim, pode-se dizer que, em pelo menos um aspecto – o acesso às praias pernambucanas – há muito trabalho a ser feito para garantir e atrair fluxos maiores de turistas na alta estação dos meses propícios ao desfrute do sol e do mar.
Em reportagens publicadas no domingo, no JC, a colunista de Mobilidade, Roberta Soares, fez um balanço das condições atuais das estradas ao litoral. O diagnóstico conhecido das necessidades de investimentos é reforçado pela observação das matérias, que ressaltam a realidade com que os que trafegam por ali estão acostumados. Destinos como Porto de Galinhas, Tamandaré, Serrambi, Itamaracá, Ponta de Pedras e Barra de Catuama, poderiam ter seus potenciais mais desfrutados, se os acessos tivessem uniformidade na qualidade e conservação das estradas.
Os problemas apontados, a exemplo de antigos gargalos, ou trechos construídos há poucos anos, mas que já possuem sinais de degradação, prejudicando as travessias e, por consequência, o turismo, levam aos desafios históricos que o governo estadual enfrenta para melhorar os acessos. Como não há recursos suficientes no orçamento público, a saída é a concessão por estradas pedagiadas. Alternativa testada com êxito, na maioria dos casos, no mundo inteiro, e também no Brasil, sobretudo nas regiões Sudeste e Sul, com destaque para o estado de São Paulo. Não por acaso, as rodovias pedagiadas são consideradas mais bem conservadas e equipadas pelos usuários. Infelizmente, em Pernambuco, as poucas experiências neste sentido, embora igualmente bem-sucedidas, demoram a proliferar e ganhar escala, avançando para os principais destinos em nosso litoral.
É de se perguntar a quem interessa a manutenção de um tabu que dificulta, na prática, a vida dos pernambucanos, a atração de turistas e o desenvolvimento do estado. Como afirmou Roberta Soares, as duas únicas rotas pedagiadas em Pernambuco são as opções mais seguras e rápidas para as praias do litoral sul, mesmo com uma estrada de baixa qualidade no meio do caminho, a PE-028. Desde que entraram em operação, há mais de uma década, as rotas pedagiadas apresentam uma redução de 60% nos sinistros de trânsito para os destinos do litoral sul, como Porto de Galinhas, o mais badalado no estado. Quem trafega pelas rodovias pedagiadas em Pernambuco, no entanto, não deixa de notar que o pavimento poderia ser melhor. Questão que remete à fiscalização da concessão, que precisa ser cumprida para a observação do serviço público concedido, seja nos contratos em vigor, seja nos futuros, para ampliação de seus efeitos positivos no território pernambucano.



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