Presidente estadual do PSB falou sobre articulações do partido para as eleições de 2026 em debate na Rádio Jornal, nesta segunda-feira (24)
Publicado em 24/03/2025 às 22:24
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O PSB terá candidatura ao Governo de Pernambuco nas eleições de 2026. É o que diz o presidente estadual do partido, o deputado estadual Sileno Guedes, que revelou as articulações da legenda em Pernambuco, em debate na Rádio Jornal, nesta segunda-feira (24).
No entanto, Sileno não confirmou o nome que estará na disputa eleitoral do próximo ano. De acordo com o presidente estadual do PSB, a militância cobra o nome do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que deverá assumir a presidência nacional do partido a partir de junho.
“O projeto do PSB é ter uma candidatura própria, a militância do PSB cobra do prefeito João Campos que ele seja candidato no ano que vem”, disse.
De acordo com Sileno, João Campos é um quadro de renovação das lideranças de esquerda no Brasil, destacando o papel que cumprirá na presidência nacional do PSB.
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“João Campos não é uma liderança do PSB apenas no Recife ou em Pernambuco, mas é um quadro de renovação das lideranças de esquerda do país, aponta para o futuro e vai ser o nosso presidente nacional do partido. Toda a interlocução do nosso partido com o ‘mundo nacional’ vai ser dar através dele”, afirmou.
O presidente estadual não negou sua preferência pelo nome de João Campos para disputar o governo de Pernambuco, mas disse que a decisão é do atual prefeito do Recife. Segundo Sileno, o nome de João tem gerado expectativa nos eleitores.
“Onde você chega, visita ou conversa, só se fala nessa expectativa. Nós, como militantes, temos direito de pedir que ele cumpra esse papel”, disse.
“Se dependesse de mim, anunciava aqui e agora. Quem decide é ele”, complementou.
Ainda de acordo com Sileno, o PSB “continua sendo o maior partido” de Pernambuco” e que tem um projeto claro para apresentar em 2026.
“O PSB hoje é um partido com projeto definido para 2026. Estamos fazendo o dever de casa, o ano de organizar e trabalhar é esse ano de 2025. Fizemos bem feito em 2024 e vamos chegar em 2026 com um projeto definido e claro para apresentar à sociedade”, enfatizou.
Projetando disputa em 2026, Sileno sobe tom contra governo Raquel Lyra
Após confirmar a candidatura do PSB para o pleito de 2026, Sileno reafirmou seu posicionamento crítico à gestão da governadora Raquel Lyra (PSD), que deve disputar a reeleição, sendo assim, uma eventual adversária do PSB nas eleições do próximo ano.
Sileno afirma que a gestão atual representa um “retrocesso” do que o PSB construiu nos anos que governou o Estado. O presidente estadual do PSB afirmou que há uma “lerdeza muito grande” na execução de ações por parte da atual gestão.
“A gente não pode permitir que haja retrocesso em várias áreas que o PSB conseguiu avançar quando governou Pernambuco. […] Temos enxergado no atual governo uma lerdeza muito grande na execução de algumas ações, uma falta de cuidado com temas que são muito caros ao PSB, como a educação, por exemplo. Então é por isso que estamos nos organizamos, teremos um projeto e vamos defender esse legado para que Pernambuco possa ter, sim, um retorno daquilo que sempre foi compromisso do PSB, que é a educação, economia, desenvolvimento, área social”, criticou.
Sileno também apontou que a atual gestão, que chegou ao terceiro ano de mandato, não tem feito movimentos políticos suficientes para “virar a chave” e apresentar resultados. O presidente estadual do PSB destacou que não é possível enxergar “paz política” na base do governo.
“A gente não consegue enxergar essa virada de chave, são alguns movimentos políticos que não haviam sido feitos até hoje, é como se tivessem correndo atrás do prejuízo. É o terceiro ano de mandato da governadora, estamos chegando praticamente em abril e não conseguimos enxergar as entregas que a governadora se propôs, a gente não consegue enxergar uma paz política na base”, criticou.
“Na Alepe, por exemplo, há um grau de tensão entre a governadora e a Assembleia. Não dá para você falar, como muita gente gosta de falar, de ‘eu sou da nova política’, é eleito através da política e não quer governar com políticos. Essa receita não dá certo. A base do governo não conseguiu fazer uma comissão na Alepe por uma articulação errada, porque houve articulação do governo e não deu certo”, complementou.




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