Morre o escritor Affonso Romano de Sant’Anna, aos 87 anos

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Morre o escritor Affonso Romano de Sant’Anna, aos 87 anos


O poeta, cronista e ensaísta Affonso Romano de Sant’Anna morreu nesta terça-feira (4), aos 87 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro. Desde 2017, ele enfrentava o Alzheimer. Ele deixa a filha Alessandra Colasanti, atriz, roteirista e diretora, além de um neto.

Um dos intelectuais mais influentes da literatura brasileira contemporânea, Sant’Anna construiu uma obra marcada por reflexão crítica, lirismo e engajamento social.

Autor de mais de 60 livros, ele foi casado, desde a década de 1970, com a escritora Marina Colasanti, que morreu em janeiro, aos 87 anos, por complicações da doença de Parkinson.

Mineiro de Belo Horizonte, onde nasceu em 1937, Sant’Anna mudou-se ainda criança para Juiz de Fora, cidade em que publicou seus primeiros textos na imprensa, com críticas de cinema e teatro, em 1953.

De volta à capital mineira aos 18 anos, ele ingressou no curso de letras da Universidade Federal de Minas Gerais, onde se formou, em 1962, mesmo ano em que lançou seu primeiro livro, “O Desemprego do Poeta”, uma coletânea de ensaios.

Em 1969, pela mesma universidade, defendeu sua tese de doutorado sobre Carlos Drummond de Andrade, que mais tarde foi publicada no livro “Drummond, O Gauche no Tempo”, de 1972.

Sant’Anna ainda dirigiu o departamento de letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, de 1973 a 1976, e também lecionou teoria literária e escrita em universidades estrangeiras.

Como crítico, ensaísta ou cronista, Sant’Anna refletiu sobre literatura, política e cultura brasileira, contribuindo para publicações como Jornal do Brasil, Estado de Minas, Correio Braziliense e O Globo.

Ao longo de sua carreira, ele transitou entre diferentes gêneros literários, tendo escrito livros como “Que País é Este?“, publicado em 1980, e também “A Mulher Madura”, “O Lado Esquerdo do meu Peito”, “Tempo de Delicadeza” e “Sísifo Desce a Montanha”.

Em 2006, o poeta venceu o Prêmio Jabuti de poesia com o livro “Vestígios”. Ao longo de sua carreira, também foi laureado com prêmios como o Mário de Andrade e o APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte.

Além de sua atuação como escritor, trabalhou como gestor cultural, dirigindo a Fundação Biblioteca Nacional entre 1990 e 1996 e implementando projetos de modernização do acervo e incentivo à leitura.

Em nota, o Ministério da Cultura manifestou pesar pela morte do escritor e ressaltou seu papel na criação do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e do Programa Nacional de Incentivo à Leitura. Já a Câmara Brasileira do Livro destacou seu impacto na cultura brasileira e a relevância de sua trajetória literária e intelectual ao longo de décadas.

O velório será realizado nesta quarta-feira (5), na Capela Histórica do Cemitério da Penitência, das 11h às 14h.



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