Para especialista em mídias digitais, o debate sobre o controle das plataformas deve envolver toda a sociedade para evitar favorecimento político
Publicado em 11/02/2025 às 14:34
| Atualizado em 11/02/2025 às 14:58
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A regulamentação das redes sociais é um tema controverso que permeia a política nacional desde, pelo menos, as eleições 2018, quando uma onda de fake news lançou luz sobre os riscos da desinformação. A questão ganhou nova força e foi defendida por governistas depois do anúncio do fim das políticas de verificação pela Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, no começo do ano.
Mas além desses fatores, o jornalista e especialista em mídias digitais Manoel Fernandes avalia que o governo Lula levanta a pauta tendo em vista contornar problemas de comunicação, motivação que colocaria em risco os objetivos de uma possível regulamentação.
“Qualquer regulação, se você não tiver cuidado, descamba para coisa pior”, disse Fernandes em entrevista no programa Passando a Limpo desta terça-feira (11), na Rádio Jornal.
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Ele defende que uma possível regulamentação de plataformas digitais deve ser discutida com toda a sociedade, para que se tente chegar a uma solução adequada.
“É papel do governo, de qualquer instituição pública, pensar em organizar algo que está incomodando a sociedade. Mas isso não tem que ser uma decisão de cima para baixo, não tem que ser algo que só Brasília pensa, tem que ser algo que envolva toda a sociedade”, avalia o especialista.
Interesses
Fernandes alerta que um projeto de regulamentação sem participação de outros setores da sociedade pode acabar privilegiando interesses governamentais.
Entre os interesses possíveis, o jornalista afirma que o governo atual poderia querer em obter vantagens de comunicação, campo em que vem tendo problemas. “Porque a tendência, quando eu estou perdendo o jogo, é tentar fazer ‘tapetão’”, aponta.
“Eu não concordo com a forma de regular aquilo que eu não controlo quando eu estou perdendo o jogo. Porque assim, sendo bem transparente, o governo está perdendo o jogo da comunicação, das discussões, dos debates nas redes sociais”.
Nova comunicação do governo
Sobre as estratégias de comunicação do novo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, Fernandes diz que ainda não vê mudanças significativas do ponto de vista de engajamento, “porque os efeitos de qualquer mudança na estrutura de comunicação digital levam tempo”.
No entanto, ele diz que hoje “claramente o governo tem um encaminhamento, ele sabe em algum ponto para onde quer ir”.
“Antes, ele [o governo] ficava atirando para todo lado, mas agora você vê que tem uma estratégia por trás, tem um objetivo, e é muito interessante porque isso está se replicando”, afirma.
Ele comenta que está percebendo padrões de comunicação parecidos em perfis de redes sociais de políticos, como o do novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), do prefeito do Recife, João Campos (PSB) e dos deputados paulistas Tabata Amaral (PSB) e Guilherme Boulos (PSOL).
Sobre a comunicação da oposição, Fernandes avalia que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua tendo destaque nos meios virtuais.
“Ele é um ponto focal de toda essa oposição existente no Brasil em relação ao presidente Lula e ele continua muito forte, em alguns momentos, mais forte que Lula”, afirma.
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