Com o calor escaldante e a prolongada falta de chuvas, barragens em Pernambuco estão em situação crítica – por isso é preciso economizar
Publicado em 02/01/2025 às 0:00
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A elevação da temperatura média no planeta alcançou alto patamar no ano passado, ocasionando eventos climáticos extremos em diversos países. As consequências das mudanças climáticas podem estar apenas começando, mas os cientistas já advertem há anos a respeito dos problemas que já começam a ser sentidos pela população – e por toda a vida na Terra, com riscos ainda mais severos à biodiversidade e ao equilíbrio dos ecossistemas.
No Brasil, as mudanças no clima foram sentidas, de maneira dramática, com as enchentes no Rio Grande do Sul, os incêndios florestais no Sudeste e Centro Oeste, a inédita estiagem na Amazônia, além de ondas de calor e tempestades que perturbaram os habitantes de grandes cidades, sobretudo as parcelas mais vulneráveis, com menos recursos para se proteger e pouca ajuda dos governos para a prevenção. O ano de 2025 começa sob a expectativa da meteorologia, e o eco das promessas do poder público, em todas as instâncias, especialmente dos prefeitos eleitos e reeleitos há poucos meses, no sentido de adotar medidas e conseguir fundos para melhorar as condições estruturais de enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas.
Em Pernambuco, quase um terço dos mananciais para abastecimento de água para consumo humano estão em situação crítica, exigindo ações de economia para não reduzirem os estoques em risco de desabastecimento. Por isso, perto de uma centena dos municípios – mais da metade do estado – já decretaram ou solicitaram emergência em função das restrições hídricas. No primeiro trimestre, para não piorar o que já não está bom, os pernambucanos terão que conviver com o contingenciamento – o ingrato racionamento – em várias cidades, com o objetivo de administrar o volume disponível de água até a volta da estação chuvosa, no segundo trimestre. Mesmo que as previsões indiquem precipitações abaixo do normal este ano, o importante é administrar a escassez atual para não comprometer de vez o abastecimento.
De acordo com a Compesa, os reservatórios serão monitorados para que a agenda de abastecimento responda ao planejamento estratégico das condições atualizadas. A população continuará recebendo água através de carros-pipa, cujo número será aumentado para atender à maior demanda. São medidas gerenciais importantes, e ao poder público cabe o dever de cuidar disso com atenção. Mas a segurança hídrica requer mais do que ações emergenciais. Obras estruturais que se encontram atrasadas desde gestões passadas têm que ser concluídas e entregues com brevidade, assim como outras devem ser projetadas para lidar com as mudanças climáticas em curso.
Em época de restrições, a população também precisa fazer sua parte. O racionamento sugere o uso racional da água, sem desperdício, tanto pelos agentes públicos quanto pela sociedade. E ainda, olhando para os mais pobres: o recurso hídrico é direito de todos, sem exclusão.


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