Opinião – K-cultura: Lojas em SP imitam redes de conveniência que são febre na Coreia do Sul

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Opinião – K-cultura: Lojas em SP imitam redes de conveniência que são febre na Coreia do Sul


Adolescentes, casais e famílias com crianças tiram fotos com o letreiro fazendo poses. Outros gravam vídeos para as redes sociais. Todos dão risada e fazem brincadeiras com o nome de uma loja escondida no segundo andar de uma galeria na Liberdade, bairro em São Paulo, que tem causado furor: C.U.

O título é referência ao CU, uma abreviação de “see you” em “Nice to see you” (prazer em vê-lo), nome de uma rede de lojas de conveniência da Coreia do Sul —e que inspira o mercadinho da Liberdade. O endereço, no entanto, não é uma filial oficial da marca, o que foi confirmado pelo dono do estabelecimento durante uma visita.

Além do nome, o uso das cores verde e roxa e do logo da rede gera confusão nos clientes: a maioria visita o local porque acha que é uma filial do país asiático. Ainda assim, a imitação brasileira tem atraído uma multidão de fãs de k-pop e k-drama em busca de vivenciar uma experiência coreana.

A loja é composta por duas gôndolas com produtos importados, como salgadinhos, biscoitos, sorvetes e bebidas alcoólicas como soju, além de geladeiras com comidas prontas, como oniguiri e sanduíches. Uma TV exibe clipes de k-pop e há pôsteres de ídolos do BTS e Blackpink.

A principal atração é o lámen, o macarrão instantâneo coreano, que pode ser preparado na hora em máquinas —mesma experiência exibida com frequência nos doramas. Os miojos são vendidos por em média R$ 15 e o cliente paga mais R$ 15 para usar um dos equipamentos importados, que despeja água e cozinha por indução. O valor dá direito a dois acompanhamentos, como queijo ou salsicha, e itens como cebolinha e acelga.

O preparo dura cinco minutos e costuma ser gravado com animação pela clientela. Numa segunda visita, as máquinas não estavam funcionando, o que decepcionou clientes.

Um grupo de seis amigas viajou de João Pessoa (PB) para visitar lugares relacionados à cultura coreana na capital paulista. Elas incluíram o C.U no roteiro, mas saíram de lá sem consumir nada. “Botei muita expectativa, mas não é o que estamos acostumadas a ver nos doramas”, diz a técnica de enfermagem Lucyana Barbosa.

A bancária Fernanda Almeida levou os filhos, de 14 e 20 anos, fãs de cultura coreana e japonesa, para conhecer o endereço. “Entendi que fosse um lugar diferente, talvez um restaurante, pois tinha lámen. Sinto que perdi viagem”, diz.

Inaugurada em abril no Bom Retiro, a K-Food Express oferece um modelo parecido e vende cerca de 400 produtos importados, como comidas, bebidas e itens relacionados ao k-pop.

Também estão lá as máquinas para fazer lámen. Os miojos custam de R$ 10 e R$ 15 e paga-se mais R$ 15 para usar um dos quatro equipamentos. Placas ensinam o passo a passo e dá para comprar adicionais como ovo e queijo.

Com a popularização do k-pop e k-dramas, cresce o interesse por produtos da Coreia, afirma Yun Chyul Jikal, fundador do mercadinho. “O Bom Retiro atrai muitos turistas apaixonados pela cultura, especialmente devido ao sucesso dos doramas, e a loja atrai muitos dos turistas que buscam vivenciá-la”, diz.

Febre na Coreia do Sul

As lojas de convivência são febre na Coreia do Sul, encontradas a cada esquina na capital Seul. A CU é a mais popular, com cerca de 12.000 unidades e 12 milhões de clientes por mês.

Outras redes são 7-Eleven, GS25 e EMart24, que funcionam 24 horas e vendem comidas e bebidas industrializadas, utensílios domésticos, produtos de beleza e cigarros. Além disso, são pontos para sacar dinheiro, carregar bilhete de transporte e retirar encomendas.

Os espaços são equipados com micro-ondas e água quente para preparar comidas. O menu é extenso: marmitas, sopas, pizzas, sanduíches, espetinhos, ovo cozido, bolos e outros snacks.

Os turistas é que foram responsáveis por transformá-los em pontos turísticos ao gravarem vídeos que viralizam na internet, num movimento que agora chega a São Paulo.


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