Motoristas estão comprando perfis falsos e denúncias incluem serviço com motos, como Uber e 99 Moto. Plataformas garantem que segurança é prioridade
Publicado em 02/12/2024 às 12:15
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– MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
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As denúncias de que, por diversas razões, motoristas de aplicativos, inclusive do transporte com motos, estão comprando ou alugando perfis falsos para rodar nas cidades transportando passageiros, têm aumentado no País. E assustado quem é passageiro do serviço, que tem apenas uma plataforma digital como garantia de segurança e eficiência – vale ressaltar.
Depois de três motoristas serem presos no Rio de Janeiro por estarem usando perfis falsos, mais uma prisão aconteceu em São Paulo. Nas duas situações, a primeira em setembro e a segunda recentemente, o uso dos perfis falsos foi flagrado nos aeroportos das capitais.
Os flagrantes, inclusive, levaram o Ministério Público de São Paulo a abrir um inquérito civil para investigar os recursos de segurança das plataformas que verificam os condutores cadastrados. Denúncias do tipo não são novidade e, principalmente depois da pandemia de covid-19, começaram a surgir com maior frequência. Mas nos últimos meses ficaram mais comuns, inclusive com prisões.
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EM SÃO PAULO, FALSO MOTORISTA CHEGOU A ROUBAR PASSAGEIROS
O uso de perfis falsos, alugados ou comprados, esconde dois riscos: a inabilidade do condutor – principalmente se for do serviço com motos – e a insegurança para o passageiro. Isso porque a prática tem envolvido tanto pessoas que querem de fato trabalhar e foram banidas das plataformas, quanto criminosos que planejam roubar os passageiros, como aconteceu em São Paulo.
Ao menos duas pessoas foram atacadas em setembro e outubro por um mesmo homem, que utilizou duas contas falsas para aceitar as corridas. Nos dois casos, o embarque ocorreu no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O motorista foi preso e confirmou ter comprado as contas de um intermediador.
Uma das vítimas seria uma mulher de 57 anos, que afirmou à Polícia Civil de São Paulo ter conferido a placa do veículo antes de embarcar no Aeroporto de Guarulhos, no dia 7 de outubro. E que o motorista chegou a chamá-la pelo nome.
Mas o condutor, na verdade, era um assaltante de 30 anos, que roubou os pertences da mulher e fugiu. Anteriormente, já tinha roubado uma outra mulher, de 32 anos, com outro perfil falso. Nesse caso, a vítima foi obrigada a fazer transferências bancárias no valor de R$ 18 mil.
O falso motorista foi preso dez dias depois de roubar a primeira passageira e confessou os crimes. Ele chegou a usar facas para intimidar as vítimas.
CASOS DE PERFIS FALSOS TÊM AUMENTADO NO PAÍS DEVIDO A BLOQUEIOS
Sindicatos e associações da categoria, por exemplo, confirmaram em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que os casos têm aumentado não só em São Paulo, mas em todo o Brasil. E que esse crescimento se deve aos bloqueios de motoristas realizados pelas plataformas. Esses bloqueios estariam fomentando o mercado de contas falsas.
Os perfis enganam o sistema de segurança das plataformas. Seriam montados com dados pessoais obtidos em sites e aplicativos, e com fotos semelhantes as dos condutores cadastrados para evitar suspeitas.
Quem já passou pela situação diz se sentir indefeso, já que o motoqueiro ou motorista tem acesso à plataforma. “Eu tive sorte porque fiquei atenta à foto do condutor e percebi que não era ele. Mas a placa e o veículo batiam com o do aplicativo. Isso que assusta. Depois, soube que o carro tinha sido roubado naquele mesmo dia. Ou seja, provavelmente eu seria assaltada”, conta uma servidora pública que é cliente frequente da Uber e da 99, mas não quis se identificar. No caso do serviço com motos, como Uber e 99 Moto, o uso do capacete termina por facilitar a fraude e dificulta a identificação facial do motoqueiro.
PERFIS FALSOS VENDIDOS POR ATÉ R$ 600
Segundo as entidades, essas contas fakes durariam 30 dias e custariam de R$ 200 a R$ 400, mas podendo chegar até a R$ 600. “Essas pessoas são uma minoria, mas prejudicam uma classe inteira porque deixam o passageiro desconfiado com todos os motoristas”, lamentou o presidente do Sindicato dos Motoristas de Aplicativo do Estado de São Paulo, Leandro Cruz.
“Muitos dos motoristas que usam contas fake são trabalhadores que perderam a conta das plataformas e não têm outro jeito de ganhar dinheiro. Claro que isso é errado, mas é o jeito de a pessoa sobreviver também”, afirmou na entrevista.
PLATAFORMAS DESTACAM SISTEMA DE VERIFICAÇÃO
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa as plataformas Uber e 99, garantiu por nota que a segurança do sistema de validação dos parceiros é prioridade para as empresas.
E que as plataformas investem e trabalham continuamente para proteger motoristas e parceiros, que contam com diversos recursos em viagens pelo aplicativo como, por exemplo, o compartilhamento de localização.?
Confira a bota da Amobitec na íntegra:
“As empresas associadas à Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) informam que a segurança de parceiros e usuários é prioridade em suas operações.? Não é autorizado pelas empresas nenhum tipo de comercialização de conta e o uso de contas falsas é uma prática proibida, podendo levar a implicações legais para os envolvidos. As plataformas possuem sistemas que buscam inibir práticas fraudulentas que, quando detectadas, são punidas inclusive com o banimento das contas.?
Para utilizar o aplicativo, o motorista deve cadastrar na plataforma seus dados pessoais, documentos e foto, possuir carteira de habilitação regular, além de passar por checagem regular de apontamentos criminais, entre outras exigências. É preciso ainda registrar dados do veículo a ser utilizado, seja próprio, alugado ou de terceiros, cuja documentação deve estar em dia. Os dados do motorista parceiro e do veículo são validados em sistema oficial do governo.?Como forma adicional de segurança, é solicitado periodicamente aos motoristas parceiros selfies para confirmar a identidade do condutor.?
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As plataformas investem e trabalham continuamente para buscar cada vez mais proteção por meio de ferramentas tecnológicas que atuam antes, durante e depois de cada viagem.Motoristas e usuários contam com diversos recursos em viagens pelo aplicativo como compartilhamento de localização, além de seguro para despesas médicas.
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As empresas colaboram com as autoridades de segurança pública para discutir alternativas e soluções que visam gerar ainda mais segurança. As plataformas têm buscado parcerias com a Polícia Militar para inibir ações criminosas por meio da integração ao sistema 190, o que já é realidade nos Estados do Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão, Amazonas e Pará”.?
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