As crianças, que são o elo mais frágil na família, quando expostas a abusos e ambientes conturbados, têm mais chances de desenvolver doenças da mente
Publicado em 31/10/2024 às 15:37
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Em todo o mundo, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas vivam com depressão. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a depressão é a principal causa de incapacidade no mundo.
O transtorno não escolhe idade e pode atingir todas as faixas etárias, inclusive bebês e crianças maiores. Segundo dados da OMS, entre as pessoas que têm a doença, entre 1% a 2% são crianças. Sono conturbado e irritabilidade acima do comum são sinais de alerta para a depressão infantil.
Durante o 41º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, que terminou na última semana em Brasília, o tema foi discutido pelo psiquiatra Kleber Oliveira, professor do curso de medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA) e preceptor do programa de residência médica em psiquiatria da Fundação Pública Estadual Hospital de Clínicas Gaspar Vianna.
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Principais causas
O primeiro contato com outro ser humano na vida de um bebê é com sua mãe. Nesse início da vida, a criança depende completamente da mãe: para alimentação, cuidado e carinho, entre tantas outras necessidades.
A ruptura precoce da relação íntima mãe-bebê, seja pelo retorno ao trabalho, ou outro motivo qualquer, é um dos principais fatores de trauma no desenvolvimento infantil, o que pode gerar alterações de humor persistentes.
Além desses fatores, o contexto familiar também desempenha um papel crucial na saúde mental das crianças, principalmente em seus primeiros anos de vida. Contextos conturbados podem afetar significativamente o desenvolvimento comportamental de um bebê.
A criança é sempre o elo mais frágil no núcleo familiar e, exposta a problemas, tem consequências mais precoces.
Exposição constante às telas e a conteúdos sem supervisão de um adulto também são aspectos que merecem atenção. A predisposição genética também pode ser uma das causas.
Sintomas
Identificar depressão infantil é uma tarefa difícil, especialmente nos primeiros anos de vida, em que a criança não consegue comunicar seus sentimentos com palavras, e os sintomas podem ser facilmente confundidos com aspectos do desenvolvimento.
Apesar da dificuldade, quem convive com a criança, sejam os pais ou cuidadores, precisa estar atento aos sintomas mais recorrentes e procurar um profissional para diagnosticar corretamente.
Segundo Kleber Oliveira, crianças entre 1 e 3 anos de idade em estado depressivo apresentam-se com irritabilidade maior que o comum da fase, alterações no apetite e perda de peso. “São crianças difíceis de consolar”, explica.
Uma criança nessa idade normalmente dorme de 14 a 16 horas diárias. Devem ser observadas alterações nesse aspecto: “sono partido, no qual a criança não entra no chamado sono REM (a fase mais profunda do sono), e muita dificuldade para relaxar”, alerta Kleber quanto aos sinais de depressão.
Tratamento
Nessa faixa etária, não são administradas medicações antidepressivas. Os pais, contudo, ao identificarem que algo está errado, devem procurar um psiquiatra da infância e adolescência para ter orientações adequadas.
Esse profissional conhece as fases do desenvolvimento infantil e tem capacidade de discernir entre sintomas comuns da idade e sintomas depressivos.
O apoio às famílias ainda é escasso, e são poucos os profissionais especializados na saúde mental da infância, além do julgamento moral e social dos sintomas. “É como se as crianças não pudessem adoecer das emoções”, lamenta Kleber.
O tratamento, apesar de não envolver medicação, requer uma série de ações, desde psicoterapia, atividades físicas e lúdicas, até a psicoeducação dos responsáveis.




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