Morreu, aos 96 anos, a crítica de arte, curadora e historiadora Aracy Amaral, a maior especialista na obra de Tarsila do Amaral no país e que foi pioneira ao ocupar cargos em instituições culturais numa época em que mulheres raramente chegavam a postos de comando na área.
O anúncio da morte foi feito por amigos e familiares nesta terça-feira (15), mas a causa da morte não foi divulgada. Amaral será velada no cemitério Parque Morumby, a partir das 14h, e sepultada na sequência, às 17h.
Amaral ganhou destaque no setor graças à ampla pesquisa sobre modernismo brasileiro. Em 1969, se tornou mestre em história da arte pela Universidade de São Paulo com o trabalho “As Artes Plásticas na Semana de 22“, livro que se tornaria referência nos estudos da área na década seguinte.
Entre outras obras de sua autoria estão “Blaise Cendrars no Brasil e os Modernistas”, “Tarsila: Sua Obra e Seu Tempo”, “A Hispanidade em São Paulo: Da Casa Rural à Capela Santo Antônio”, “Arte e Meio Artístico: Entre a Feijoada e o X-Burger” e “Arte Para Quê? A Preocupação Social na Arte Brasileira”. Ela ainda organizou “Correspondência: Mário de Andrade e Tarsila do Amaral”.
Ela assumiu a direção técnica da Pinacoteca do Estado de São Paul entre 1975 e 1979. No cargo, foi responsável pela renovação do museu e a ampliação de seu diálogo com instituições e figuras do restante da América Latina. Em 1982, assumiu o mesmo cargo no Museu de Arte Contemporânea, o MAC USP.
Enquanto jornalista e pesquisadora, colaborou com veículos como este jornal, além de O Estado de S. Paulo, o Correio da Manhã e a nova-iorquina Arts Magazine.














