Mais do que retrospectiva cronológica, “Imersão e Origem” propõe mergulho nas questões que atravessam trabalho de Wickbold ao longo de duas décadas
Laís Nascimento
Publicado em 12/09/2026 às 14:10
| Atualizado em 12/09/2026 às 14:11
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O rosto, a memória, a inteligência artificial e as tensões entre o homem e a natureza são objetos de investigação do carioca Gabriel Wickbold.
Mais do que itens para fotografar, esses conceitos são o ponto de partida do artista para responder perguntas como: “Quem somos quando olhamos para a própria imagem? O que permanece quando o corpo, o rosto e a memória podem ser transformados, sobrepostos ou até convertidos em dados?”.
Há 20 anos, Wickbold produz obras que exploram essas temáticas. Agora, 60 delas estão reunidas na exposição “Imersão e Origem – 20 anos ATO I”, em cartaz no Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), no bairro das Graças, Zona Norte do Recife.
A mostra reúne trabalhos de diferentes fases da trajetória do artista e apresenta as séries “Brasileiros”, “Sexual Colors”, “Naïve” e “Maze”, além de “Maze ID”, trabalho inédito que aproxima sua investigação sobre identidade dos territórios da inteligência artificial e da biometria.
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A exposição segue em cartaz até 27 de outubro no equipamento cultural do Governo de Pernambuco, gerido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

Fotógrafo carioca Gabriel Wickbold reúne 60 obras em nova exposição do MEPE – Divulgação
Mais do que uma retrospectiva cronológica, “Imersão e Origem” propõe um mergulho nas questões que atravessam o trabalho de Wickbold ao longo de duas décadas.
Em diferentes técnicas, linguagens e suportes, o artista transforma em imagem reflexões sobre a construção da identidade, o olhar sobre o próprio corpo e a maneira como nos entendemos enquanto indivíduos e sociedade.
“São vinte anos de uma jornada imagética de busca pela identidade. As séries mudam, as imagens mudam, as técnicas mudam, mas existe uma pergunta que continua atravessando todo o trabalho: como podemos mudar tanto sem deixar de ser quem somos?”, afirma o artista.
Experiência e imersão

Exposição “Imersão e Origem – 20 anos ATO I” está em cartaz no Museu do Estado de Pernambuco – Divulgação
A montagem no Museu do Estado propõe uma experiência de circulação entre imagens, espaços e projeções. O público é convidado a atravessar diferentes momentos da pesquisa de Wickbold, percebendo aproximações, permanências e transformações que conectam trabalhos por ele.
O percurso apresenta séries importantes da trajetória de Wickbold, como “Brasileiros”, um dos pontos de partida de sua pesquisa autoral; “Sexual Colors” em que corpo, tinta e fotografia se encontram em imagens de forte presença cromática; e “Naïve”, que investiga as relações e tensões entre homem e natureza.
A série “Maze” aprofunda a pesquisa sobre identidade por meio da sobreposição de diferentes rostos, memórias e referências.
A exposição chega, então, ao universo de “Maze ID”, trabalho inédito que amplia a investigação para questões contemporâneas relacionadas à inteligência artificial, à biometria e à circulação de imagens.
Refletindo sobre como os rostos podem ser transformados em dados, reproduzidos, manipulados e recombinados, o artista tensiona os limites entre reconhecimento, memória, autoria e identidade.
Serviço
Exposição “Imersão e Origem – 20 anos ATO I”, de Gabriel Wickbold
Visitação: até 27 de outubro
Local: Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) – Avenida Rui Barbosa, 960 – Graças












