A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou e intimou o streamer Jean Almeida Hilário, conhecido como GH Rell RJ, para investigar os ataques sofridos pelo ator João Victor Gonçalves, no ar atualmente na novela “Quem Ama Cuida”, da TV Globo.
A investigação foi instaurada pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e segue sob sigilo.
O caso gerou grande repercussão neste final de semana, quando fãs, artistas e políticos prestaram solidariedade ao ator. Na noite da última sexta-feira (4), ele estava caminhando perto da entrada do Rock in Rio quando foi hostilizado por um grupo de jovens.
Em dado momento, eles começaram a ridicularizar a roupa de Gonçalves, gargalhando e ofendendo o artista. “Tá horroroso”, disse um deles, enquanto o grupo seguia o ator.
No final do vídeo, um jovem ergue um saco preto e quase acerta a cabeça de Gonçalves. Toda a ação foi registrada em uma live do streamer GH, que fazia parte do grupo que hostilizou o artista.
Após o incidente, Gonçalves gravou um vídeo em que chorou ao lembrar dos ataques e classificou o incidente como um ato de homofobia.
Além da polícia, o Ministério Público do Rio de Janeiro também apura o caso a pedido da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).
Em publicação nas redes sociais após a repercussão, o streamer pediu desculpas pela abordagem, mas negou ter cometido homofobia. “Eu estava numa live e fico fazendo um monte de entretenimento no meio da rua. Doideira com maluquice. Fui fazer um entretenimento com o cara que estava passando na rua e me dei mal”, diz ele. “Cliparam, postaram no Twitter e estou recebendo um monte de hate. Se eu errei, eu peço desculpas.”
Os investigadores também poderão apurar uma acusação de racismo feita posteriormente pelo streamer contra o ator.
A defesa de Gonçalves contesta a acusação de racismo e afirma que o receio manifestado pelo ator ocorreu em razão do contexto da abordagem, feita por um grupo de pessoas contra ele. Os advogados sustentam que não houve relação entre a fala sobre o medo de ser roubado e a cor da pele do streamer.
O caso também será investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, a pedido da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).












