O show da sueca Zara Larsson no Rock in Rio começou vazio, mas captou interesse dos transeuntes e, lá pela metade, já estava cheio e animado.
A cantora é pouco conhecida aqui, e também não emociona muito nas paradas globais. Mas parece especialmente interessada no público brasileiro —vestindo um short verde e amarelo, com a bandeira do país, Larsson rebolou enquanto tocava o pedaço de funk enxertado a um remix da sua música “Ammunition”, lançada em parceria com o DJ carioca Dennis.
No show, que ocorreu no palco principal na noite deste sábado, Dennis não ficou mais que dois minutos, mas foi o suficiente para injetar ânimo a uma plateia que já estava empolgada. O artista entrou segurando uma mesa de DJ portátil, na qual apertou uns botões —foi difícil entender se ele de fato tocou aquele misto de funk e música eletrônica ao vivo.
Mas pouco importou. Larsson requebrou, Dennis pediu que o público saísse do chão, e aquilo ocorreu. Foi o ponto alto do show.
Outro bom momento ocorreu em “Symphony”, único hit dela que colou de verdade, e que fez dezenas de pessoas correrem para as fileiras da frente da plateia. Queriam ver melhor a performance da música que ouvem tocar no TikTok à exaustão.
Larsson domina bem o palco, cantando a maior parte do tempo ao vivo, vez ou outra com ajuda de base pré-gravada, prática comum para artistas pop que dançam, pulam e soltam e voz de forma simultânea. Seus vocais são limpos, potentes, e a voz bonita. Só falta mais personalidade às letras e à sua interpretação —são composições genéricas, sobre amor, curtição e relacionamentos, aquilo que há anos dita o pop mais comercial.

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2592730623.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)





/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2591734215.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2592769766.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2592730623.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)



