Walter Porto: Malê chega aos 10 anos como casa sólida da literatura negra e redesenha proposta

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Walter Porto: Malê chega aos 10 anos como casa sólida da literatura negra e redesenha proposta


A editora Malê completa dez anos de estrada em 2025 com uma marca sólida, sintetizada pelo fundador Vagner Amaro. “Quando as pessoas pensam em literatura de autoria negra, pensam na Malê.”

No comando da editoracarioca com Francisco Jorge, ele lembra que a casa foi fundada quando a representatividade racial no mercado e nos eventos literários ainda era mais reivindicação que realidade concreta —e a editora teve papel essencial nessa virada.

Hoje, escritores negros são protagonistas da cena, disputados por grandes editoras, e não dá para contornar autoras como Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz ao falar de literatura contemporânea.

Aliás, dois livros delas que fizeram sucesso na casa, “Insubmissas Lágrimas de Mulheres” e “Água de Barrela”, ganharão edições especiais neste ano. Alves Cruz prepara ainda um livro infantil, em parceria com a Mauricio de Sousa Produções, baseado em Milena, personagem negra da Turma da Mônica.

Superadas dificuldades de distribuição e acesso a grandes livrarias, Amaro diz que a Malê já está em posição bem confortável para incluir em seu catálogo autores brancos como Marcelo Moutinho, que venceu o Jabuti em 2022 pelas crônicas de “A Lua na Caixa d’Água” e publica agora em janeiro a nova coletânea “O Último Dia da Infância”.

Para a próxima década, a editora desenha seu trabalho em três frentes que vão além do recorte racial —literatura brasileira, africana e afro-diaspórica.

Na seara internacional, as apostas de 2025 são o romance “A Odisseia dos Esquecidos”, do senegalês Khalil Diallo, e “Uma Fome Tão Afiada”, da poeta americana Tracy Smith, vencedora do Pulitzer ainda inédita no Brasil que sairá também em breve pela Relicário.

Com a marca dos dez anos, a Malê respira mais aliviada. Mas não demais. “O mercado não deixa você ficar tranquilo”, brinca Amaro. “Principalmente quando se trabalha com literatura brasileira contemporânea.”


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