A Aleph vai começar neste ano a publicar romances de escritores brasileiros, um desejo antigo da editora conhecida pela publicação de ficção científica e uma demanda constante de seus fãs.
A editora já tem cinco livros contratados com previsão de lançamento para o segundo semestre, de autores que já têm destaque nos círculos especializados.
“Além de sabermos que o público da Aleph sempre pediu muito para que a editora publicasse ficção científica nacional, sentimos agora que o mercado brasileiro está muito mais aberto para abraçar esses lançamentos”, diz a publisher Luara França, citando a maior valorização da literatura nacional pelo público de hoje.
No livro “Subjetivamente Extinto”, o roteirista paulistano Felipe Castilho vai imaginar um mundo em que não existem mais big techs nem bilionários, após o desmantelamento de uma “superinteligência artificial” que quase extinguiu a humanidade. Os protagonistas enfrentam vilões saudosistas que querem trazer de volta os velhos tempos de ameaça de colapso ambiental.
A também paulista Jana Bianchi vai lançar pela casa “Uma Longa Órbita”, a história de Tarsila, que faz expedições de manutenção em oceanos alienígenas usando um avatar de si mesma, por meio do qual se apaixona pelo astrobiólogo Nero.
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“Sol de Limão”, escrito por Sybylla, é sobre uma ilustradora acometida por uma doença misteriosa que faz com que seu cérebro não consiga mais ligar o que ela vê com a palavra que aquilo representa —ela acaba recorrendo, como última esperança, a uma tecnologia arriscada que usa nanorrobôs.
Do escritor baiano Alexey Dodsworth, que é doutor em filosofia, vem uma trama sobre a macabra empresa de tecnologia “Repetition”, especializada em clonar bichos de estimação e criar personagens virtuais de parentes mortos para “transformar a dor em produto”.
E a cearense Kinaya Black vai publicar “Memória Cheia”, a história de um casal que tem sua migração forçada pela reorganização do Brasil em zonas de vigilância tecnológica. Quando a mulher morre, seu parceiro começa a gravar áudios para ela até esgotar o espaço de armazenamento disponível, o que o leva à beira do colapso.
Outros selos do grupo Aleph, como Glida, de infantojuvenis, e Goya, voltado à não ficção, já editam autores nacionais há algum tempo. Agora é a vez de a ficção científica explorar o próprio país.
PRÉ-ADOLESCENTE A Companhia das Letrinhas vai lançar uma colaboração inédita entre o escritor Stephen King e o ilustrador Maurice Sendak, autor de “Onde Vivem os Monstros”, morto em 2012. É uma adaptação do clássico conto “João e Maria”, que King escreveu inspirado em ilustrações feitas por Sendak para o catálogo de uma versão teatral da história. O livro infantil saiu no Reino Unido e nos Estados Unidos em setembro e chega ao Brasil em março com tradução de Regiane Winarski.
PRÉ-HUMANO A Fósforo vai lançar, também em março, o primeiro romance da brasiliense Paulliny Tort, da elogiada coletânea de contos “Erva Brava”. O livro, chamado “Os Imortais”, se ambienta na pré-história, em um mundo anterior à linguagem, e é protagonizado por um clã de neandertais que incorpora uma criança Sapiens após uma disputa com outro grupo, em uma fábula que remete à origem da humanidade.
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