O escritor e tradutor Augusto de Campos, o maior artífice vivo da poesia visual em português, vai lançar em fevereiro o volume “Pós-Poemas”, que anuncia como o último livro que publicará em vida.
É claro que isso não significa que ele vai parar de produzir. Conforme tem dito o escritor de 93 anos ao seu editor na Perspectiva, Sergio Kon, nada o impede de continuar elaborando poemas esparsos ou trabalhar na sua página do Instagram, a que se dedica com afinco. Mas não se vê mais fazendo um novo livro.
Kon afirma que vê Campos reenergizado depois de anos de certo desencanto, achando que a poesia vinha perdendo interesse do público. Animado, decidiu coligir sua produção mais recente, já parcialmente editada em brochuras de baixa tiragem.
Campos entende a nova edição como o fim de uma tetralogia que compreende “Despoesia” (1994), “Não” (2003) e “Outro”, de nove anos atrás.
“Aqui vão os poemas q consegui arrancar das entranhas desde OUTRO (2015), expostos, com algum vintage ressuscitado pelos memes imemoriais da humanimaldade”, escreve ele no “pós-fácio” —que abre o livro.
O grosso do volume de 122 páginas é de trabalhos feitos depois do último lançamento, mas ele se encerra com três obras feitas em 1967, 1968 e 1970 que nunca haviam sido editadas em livro.
“Ele parece que não envelhece”, diz Kon, que faz um trabalho de edição fácil diante de um autor que é também designer gráfico, artista plástico “e já entrega tudo pronto”. “É uma poesia vistosa e cheia de enigmas, sempre uma surpresa, sempre sem freios.”
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