Em entrevista à Rádio Jornal, o empresário João Carlos Paes Mendonça falou sobre a importância do controle dos gastos públicos para o país
Publicado em 28/01/2025 às 0:00
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Depois dos rumores de que o governo Lula estaria avaliando a volta de tabelamentos e congelamentos de preços para segurar a inflação, que ameaça sair de vez do horizonte de metas do planejamento oficial, a população brasileira inteira sentiu um frio na espinha. A história da economia nacional traz alguns exemplos que ilustram a alta probabilidade de fracasso das tentativas de controle de preços na marra, como se a conjuntura econômica atendesse à suplica de uma canetada. Se a espiral inflacionária ronda os brasileiros mais uma vez, é dever do governo federal – e de todo o setor público, envolvendo os Três Poderes – examinar as causas estruturais para que isso esteja acontecendo. E fazer uma revisão dos próprios gastos, nem sempre condizentes com as demandas coletivas, mais voltados para atender chamados político-partidários.
Presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) entre 1977 e 1987, o empresário João Carlos Paes Mendonça, dirigente do Grupo JCPM e do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, concedeu entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal. A experiência de quem passou pela gestão de José Sarney e outros momentos de crise inflacionária, aponta para a causa do descontrole fiscal na inflação. “Só tem uma solução: começar a reduzir o déficit”, disse. O empresário recorda que o presidente Lula, em seu primeiro mandato, recebeu as contas governamentais equilibradas, e um ambiente de inflação estabilizada, graças ao êxito do Plano Real, que não caiu na tentação de tabelamentos e congelamentos, usual em planos anteriores que buscaram superar a hiperinflação.
Com dólar alto junto com a desorganização fiscal, o combate à inflação se torna mais difícil, e o controle dos gastos públicos, mais necessário. “As despesas são desesperadoras e os gastos, exagerados. Não tem economia que aguente”, afirmou João Carlos Paes Mendonça. A simples sugestão de um ministro influente como Rui Costa, da Casa Civil, de que o governo federal estaria cogitando o controle de preços de alimentos, gerou reações do mercado e da opinião pública, devido às consequências conhecidas de medidas semelhantes em nossa história recente. Os desmentidos não tardaram a vir, porém ficou a má impressão de que o Planalto não sabe o que fazer diante dos problemas que se agravam na economia, buscando soluções fáceis e superficiais que não solucionam, na verdade, nada.
O importante, no momento, é que o governo Lula não abandone a compreensão de sua responsabilidade pública, que inclui o equilíbrio fiscal. “O papel do governo é ajudar no desenvolvimento do país, criar infraestrutura e deixar que as empresas privadas administrem os seus negócios”, destacou Paes Mendonça. O empresário tocou no ponto essencial. A visão de um Estado democrático não se descola do bem coletivo de longo prazo, e não pode sucumbir ao populismo econômico que já deu provas extensas de fracasso, no Brasil e noutras partes do mundo.





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