O governo Trump voltou à carga sobre a classificação de organizações terroristas, algo já rejeitado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, conversaram ao telefone para discutir a relação entre os países, após o governo americano sinalizar a intenção de que facções criminosas brasileiras sejam enquadradas como organizações terroristas.
O governo Trump voltou à carga sobre a classificação de organizações terroristas, algo já rejeitado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, com base na legislação nacional e internacional sobre o tema.
No foco de Washington, estão as principais organizações com raízes no Brasil e operação continental, além de elos na Europa, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
O portal UOL noticiou neste domingo, dia 8, que a burocracia estatal americana já encaminhou a documentação para que ambas facções brasileiras sejam designadas como grupos terroristas, o que poderia ocorrer em duas semanas. O processo de classificação passa por diferentes agências, como os departamentos de Estado e do Tesouro.
O telefonema ocorreu no fim de semana, depois da reunião de Trump com presidentes latino-americanos na Flórida, na qual ele discutiu operações de combate ao crime organizado. O encontro, para o qual o petista não foi convidado, foi batizado como Escudo das Américas, e tratou de segurança pública.
Foram discutidos na conversa aspectos da cooperação judicial e o tema do crime organizado, no âmbito da preparação da visita de Lula e a Trump, adiada após o início da guerra ao Irã.
Integrantes do governo brasileiro temem que a classificação possa dar verniz legal a intervenções militares na América Latina, e lembram da operação de captura do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela. Os EUA empregaram uma força aérea e naval militar numa suposta operação contra cartéis de drogas venezuelanos.
Além disso, o Executivo não vê respaldo para a classificação por entender que o crime de terrorismo, conforme a lei vigente no País, tem razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião.
LOBB BOLSONARISTA
Diplomatas que acompanham as discussões entendem que o vazamento da informação e o avanço da agenda, sobretudo nos escalões mais baixos da máquina burocrática americana, atende a clamores do lobby bolsonarista nos EUA, por opor os dois governos, em ano eleitoral.
O Palácio do Planalto tem buscado criar canais de confiança com a Casa Branca, mas sabe da objeção política de integrantes do Departamento de Estado próximos aos bolsonaristas, como o novo consultor de Políticas para o Brasil, Darren Beattie. O governo brasileiro, por isso, tem buscado discrição nos contatos.
A discussão sobre considerar PCC e CV como grupos terroristas ganhou corpo no ano passado e pautou debates no Congresso Nacional, com clara adesão de parlamentares de direita e de oposição a Lula.
O Itamaraty não quis comentar sobre o telefonema. Até a publicação desta matéria, o Departamento de Estado não havia respondeu a um pedido de manifestação.

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2574725241.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)





/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/previsao-do-dia-signos-1.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)





/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2574725241.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)



